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Qual é a origem dos Deuses? - Revista Aventuras na História  

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Conheça a origem de Deus


Mais da metade dos seres humanos do planeta acredita num mesmo deus único, o Deus com maiúscula dos cristãos, judeus e islâmicos. Mas esse deus tem uma origem e uma história

 


Shemá Israel. Adonai Eloheinu, Adonai Echad
("Ouve, Israel. O Senhor é nosso Deus. O Senhor é um.")


     Assim começa o Shemá, a reza mais importante do judaísmo. Ao repeti-la duas vezes ao dia, os judeus professam sua fé exclusiva em Yahweh, deus único, onipotente, onisciente. Esse é o deus mais popular do mundo: entre cristãos, judeus e islâmicos, 3,6 bilhões de pessoas professam uma das versões do culto a Yahweh, mais de metade de todos os seres humanos. Qual é a origem desse Deus com maiúscula, que dominou meio mundo? E de onde surgiu essa ideia que há apenas um deus, ao contrário do que quase todos os povos acreditaram durante a História?
     Segundo a Bíblia (e o Alcorão), é simples: Deus existe, e só ele. Yahweh reinou desde sempre, tendo contato direto com os primeiros homens, de Adão até Noé, quando o Dilúvio matou toda a humanidade menos sua família. Depois de Noé, seus filhos se dividiram para repovoar o mundo e os povos passaram a cultuar outros deuses, erroneamente. Há cerca de 4 mil anos, Deus se revelou a Abrão, um sumério da cidade de Ur (no atual Iraque), que mudou o nome para Abraão. Após milênios de desventuras, incluindo um período de escravidão no Egito, que termina com as sete pragas de Moisés contra os egípcios, os descendentes de Abraão conquistaram um pedaço de Canaã e fizeram dele sua pátria. Desde Abraão até hoje, os hebreus seguem o mesmo deus.

Fenícios e hebreus
     Canaã era um território que correspondia às terras de Israel, Palestina, Líbano, Jordânia e Síria. Os cananeus se dividiam em pequenos reinos, como Moab, Amon e Edom, e cidades-estado, como Tiro, Sidon e Biblos - os habitantes dessas últimas ganharam dos gregos o apelido de "fenícios" e fundaram um império. Cananeus falavam línguas semíticas muito próximas, usavam o mesmo alfabeto e cultuavam mais ou menos os mesmos deuses. Cercados por todos os lados de pagãos cananeus, falando quase a mesma língua e usando o mesmo alfabeto, mesmas roupas e mesmos utensílios, viviam os hebreus, no Reino de Israel - que, no entanto, não se consideravam cananeus. Ou ao menos não se consideravam na época em que a Tanakh (o Velho Testamento) foi escrita, entre os séculos 6 e 5 a.C., contando sua origem estrangeira.
     Essa migração não foi confirmada pela arqueologia. Não há evidências de uma grande colonização estrangeira na região. Não há menção egípcia ao cativeiro dos hebreus. As campanhas militares do final da Era do Bronze tinham outros protagonistas: os egípcios, que tratavam a região como seu quintal, e os povos do mar (veja mais na página 48), que a invadiram pelo norte. Em 1400 a.C., quando Josué teria conquistado Jericó, a cidade estava deserta havia 150 anos.
     Em outras palavras, os hebreus não eram inimigos dos cananeus. Eles eram cananeus. "O crescente consenso entre os arqueólogos é que, no início, a maioria dos israelitas era cananeu", diz Robert Gnuse, professor de Velho Testamento na Universidade de Loyola, EUA. "Aos poucos, as pessoas que desenvolveram uma identidade israelita tenderam a viver no alto das colinas de Canaã. Já as que mantiveram a identidade canaanita habitavam as planícies." [CONTINUE LENDO ESSE ARTIGO]

As invasões bárbaras na Antiguidade - Revista Aventuras na Histrória  

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História da Antiguidade - as invasões bárbaras


Quase 2 mil anos antes da Idade Média, as civilizações do Mediterrâneo passaram por 4 séculos anos de decadência e obscuridade. A causa: bárbaros vindos de ninguém sabe onde

 



     Séculos antes de se ouvir falar em Grécia e Roma, a civilização florescia no Mediterrâneo. Grandes impérios ocupavam a região, com domínio da escrita, exércitos organizados, estados bem estruturados, cidades fortificadas, luxuosos palácios e uma cultura sofisticada, com conquistas cada vez maiores nas artes, matemática e astronomia. O interior da Anatólia e o norte da Síria eram controlados pelo Império Hitita. No Egito, os faraós do Novo Império começaram a erigir os famosos templos de Luxor, Karnak e Abu Simbel. Onde hoje é a Grécia, havia uma confederação de reinos ricos e cidades fortificadas - a chamada civilização micênica. Mas, por volta de 1200 a.C., uma série de eventos catastróficos mudou para sempre a região. Escavações arqueológicas mostram que os grandes foram destruídos ou abandonados. O Império Hitita entrou em colapso e suas cidades foram destruídas e queimadas.
     Com rotas comerciais abandonadas, o comércio foi reduzido ao mínimo. A região na foz do Nilo foi atacada, bem como o Levante (a região que vai da Palestina até a Síria). O Egito sobreviveu, mas entrou em declínio. Culturas que antes erguiam monumentos e relatavam suas histórias por meio da escrita se tornaram sociedades de pastores e agricultores analfabetos. Não por acaso, o período de caos que se seguiu foi chamado pelos historiadores gregos da Antiguidade como Idade das Trevas. Os pesquisadores contemporâneos preferem chamar de Colapso da Idade do Bronze. O que teria acontecido?

Destruição vinda do mar
     Tudo o que se sabe é baseado em escritos encontrados em tabuletas de argila nas ruínas das cidades da Anatólia e da Síria e em monumentos e papiros do Egito. Diversos povos atacaram pelo norte e ficaram conhecidos como "os povos do mar" - termo que não era usado pelos antigos, mas foi criado em 1881 pelo egiptólogo francês Gaston Maspero. Quem eram esses invasores? "As evidências sobre os povos do mar são poucas, embora haja muitas teorias a seu respeito", afirma o historiador Marcos Davi Duarte da Cunha, do Núcleo de Estudos da Antiguidade da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Uma delas é que invasores do norte ou da Ásia Menor entraram na Anatólia e de lá seguiram para a costa da Síria, pilhando e queimando as cidades do continente e das ilhas até chegar ao Egito. Outros argumentam que eram povos sob jugo dos micênicos, que ganharam espaço para se rebelar após a guerra de Troia.

     As paredes do templo mortuário do faraó Ramsés III em Medinet Habu, perto de Luxor, são as mais antigas ilustrações conhecidas de cenas de batalhas navais contra os povos do mar. De acordo com essas inscrições, e também com os templos de Karnak e de papiros egípcios, alguns dos povos do mar já haviam servido como mercenários no exército de Ramsés II. Ao que parece, constituíam grupos isolados que migraram para a costa do Mediterrâneo, provavelmente como resultado da perda de colheitas e da fome mais ao norte, onde hoje é a Europa. Nos textos mais antigos, não pareciam representar grande ameaça: estavam acompanhados de suas famílias em carros de boi e se instalaram a oeste, perto da fronteira com a Líbia.
     Mas algo aconteceu no quinto ano do reinado do faraó Merneptah, entre 1236-1226 a.C. Esses povos, de cinco denominações diferentes, se aliaram aos líbios para atacar o Egito. Uma pedra de granito encontrada no templo de Merneptah, em Tebas, divide os povos do mar em cinco nações: Sherden, Lukka, Meshwesh, Teresh, Ekwesh e Shekelesh. As tentativas de identificação associam Ekwesh aos aqueus, ao que se sabe, um dos povos que deu origem à civilização grega clássica. Os Teresh tem relação com os tirrênios, supostos antepassados dos etruscos, da península itálica. Lukka seria um povo litorâneo da Anatólia. OS Sherden, possivelmente tem origem na ilha da Sardenha. Shekelesh viriam da Sicília e os Meshwesh, supõe-se, era uma tribo bérbere. Segundo os egípcios, os povos do mar provinham da Europa ou Ásia Menor, vindos tanto da terra como do mar. Tinham diferentes origens, apesar de serem retratados pelos egípcios com as mesmas características. As inscrições de Merneptah terminam com a vitória dos egípcios.[Continue lendo o artigo]

Jogo do Arqueólogo  

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     Uma das Ciências que auxiliam os historiadores a descobrirem o passado de uma sociedade é a arqueologia. O arqueólogo se dedica a analisar o passado por meio de objetos produzidos pela humanidade encontrados soterrados ou submersos, assim ele se diferencia do paleontólogo que pesquisa vestígios de seres vivos como animais, insetos e vegetais.

     Aproveite o Jogo do Arqueólogo para compreender melhor essa profissão. Boa diversão!

-@- CLIQUE AQUI PARA JOGAR -@-

A Ciência História e o trabalho do Historiador  

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  Aqui segue algumas propostas de análise que um historiador pode realizar sobre diversas Fontes Históricas, sejam elas Vestígios Materiais ou Imateriais.



Breve história da Vida em desenho animado  

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     Sempre saliento no início do ano para os 6º Anos que o tema que aboradaremos é sobre a História da Humanidade, que o nosso objeto de estudo não será a origem do universo ou da vida no Planeta Terra. Dinossauros? Isso é com as aulas de Ciências!

     Mas sei que ficam algumas lacunas até a origem dos primeiros homens, por isso abaixo tem um vídeo que busca retratar humoristicamente a passagem do tempo desde o Big Bang até os nossos dias.

     Boa diversão!!!

Jesus Cristo nasceu em 25 de dezembro?  

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Se Jesus não nasceu em 25 de dezembro, por que o Natal é comemorado nessa data?



Não, segundo muitos especialista no assunto, Jesus Cristo não nasceu nessa data. Na Antiguidade, povos pagãos realizavam nesse dia o Natalis Solis Invicti, o “nascimento do sol invencível”, uma festa em homenagem ao deus persa Mitras. O Natalis, que podia ser celebrado entre 22 e 25 de dezembro, era realizado pelos pagãos nesse período porque é nele que acontece o solstício de inverno, o dia mais curto do ano.

Em 354 d.C., a Igreja, na figura do Papa Libério, cristianizou a festa pagã e começou a comemorar nela o nascimento de Jesus. Hoje, ele é celebrado nesse dia nas Igrejas Católica, Anglicana e Protestante. A Igreja Ortodoxa, que se baseia no calendário juliano, celebra o Natal em 7 de janeiro, quando o menino Jesus teria sido batizado.

Afinal, quando Cristo nasceu?
Em entrevista à Revista Mundo Estranho, o cientista da religião Carlos Caldas defende que, entre estudiosos, é consenso que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. O primeiro argumento é climático e está na própria Bíblia, livro que afirma que Cristo nasceu em um período de recenseamento, no qual as pessoas deveriam ir do campo às cidades. Sendo o inverno de Israel tão rígido, como explicar esses deslocamentos? “Também por causa do frio, não dá para imaginar um menino nascendo numa estrebaria”, disse o professor à publicação. Ao que tudo indica, Cristo nasceu entre março e novembro, quando o clima é menos rigoroso. 

Fonte: VERRUMO, Marcel. Se Jesus não nasceu em 25 de dezembro, por que o Natal é comemorado nessa data? In: Revista SuperInteressante. Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/historia-sem-fim/por-que-o-natal-e-comemorado-em-25-de-dezembro/. Acesso em: 21 dez 2012.

Três Reis Magos e a Estrela de Belém  

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Teriam os 3 reis magos chegado até Belém seguindo uma estrela? A ciência diz que não




Reza a lenda que três reis magos andavam por aí quando viram uma estrela linda e brilhante. Só podia ser o sinal do nascimento de um rei. Sem pestanejar, os três magos decidiram segui-la. Chegaram até Belém logo após o nascimento de Jesus Cristo. Deixaram três presentes: ouro, incenso e mirra.

Até hoje ninguém sabe qual era aquela estrela. Só se sabe que ela guiou os três magos até o local de nascimento de Jesus. Será? O físico Randall Munroe, autor do site xkcd.com, resolveu testar algumas possibilidades. Ele imaginou onde os três parariam se tivessem seguido Marte, Vênus, ou Sirius, a estrela mais brilhante do céu. Todos os caminhos foram calculados com a ajuda de ferramentas que determinam as posições históricas dos objetos astronômicos.

A primeira hipótese seria Sirius. E não daria muito certo. Segundo Munroe, eles teriam caminhado sobre a água até chegar ao Pólo Sul. Dá uma olhada no desenho:


Então ele decidiu considerar uma possibilidade nova: vai que os magos avistaram a estrela ao final do dia, e não no breu da noite. Bem, aí o caminho seria outra. Mas não deu certo também. Eles teriam desviado de Belém, apesar de passar perto, e parado na Botsuana, lá no sul da África. Olha aí o resultado:

É, Vênus (esquerda) e Marte (direita) também não..

Ou talvez eles tenham seguido qualquer outra estrela e parado, por sorte, na cidade de Belém. Vai saber, né.

Crédito da foto: flickr.com/gregloby

Fonte: CASTRO, Carol. Os 3 reis magos teriam seguido uma estrla? A ciência diz que não. In: Revista SuperInteressante. Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/teriam-os-3-reis-magos-chegado-ate-belem-seguindo-uma-estrela-a-ciencia-diz-que-nao/. Acesso em 21 dez 2012.

Saiba como era a infância em Esparta - Revista Aventuras na História  

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Em Esparta, o Estado tomava os meninos das famílias para treiná-los na arte da guerra

     Um visitante de uma cidade do norte chegou a Esparta em 480 a.C. Foi bem recebido e experimentou a melas zomos, prato típico e orgulho da cidade-estado: uma sopa à base de porco, vinagre, sal e (muito) sangue suíno. Depois de provar a iguaria, sua conclusão foi rápida: "Agora entendo o motivo de os espartanos estarem sempre tão preparados para morrer". A anedota sobre a sopa sangrenta resume bem a vida da cidade. Os homoioi, os cidadãos espartanos, cresciam comendo mal e viviam com fome, enfrentavam-se entre si e suportavam um treinamento militar tão intenso que até soldados do Bope pediriam para sair na primeira semana. Os filhos da elite da cidade tinham vida dura desde o berço. Isso se o bebê sobrevivesse ao parecer do conselho dos anciãos - há referências textuais em Xenofonte e Plutarco de que bebês fora dos padrões da cidade eram mortos, arremessados ou abandonados, no monte Taigeto. "O infanticídio era comum na Grécia antiga, mas Esparta era a única a praticá-lo colocando a decisão nas mãos do Estado, e não na dos pais", afirma Paul Cartledge, autor de Spartans (sem edição em português) e professor de cultura grega na Universidade de Cambridge. "A palavra final era do conselho dos anciãos: eles é que decidiam se a criança estava apta a continuar viva ou teria de ser morta."

     A prática do infanticídio era apenas o início da educação espartana, a agoge, focada no militarismo, na disciplina e na obediência completa. Depois de passar os primeiros 7 anos de vida com a família, os meninos eram enviados para centros de treinamento para serem educados e transformados em guerreiros. Até os 11 anos, o jovem espartano passava pelo primeiro ciclo, a meninice, em que recebia o treinamento militar básico.

      O menino estava ali para aprender a manejar lanças, espadas e escudos, além de praticar esportes como corrida e natação. A alfabetização não era, de acordo com Plutarco, o mais importante. O foco era a obediência - não ler e escrever. "Eles aprendiam as letras quanto fosse necessário: todo o restante do treinamento era direcionado para resposta rápida aos comandos, resistência, força e vitória nas batalhas", escreveu Plutarco na sua obra sobre a vida de Licurgo, o principal legislador espartano.

      No dia a dia, a educação era supervisionada por um magistrado responsável, mas a disciplina (e as punições) era imposta pelos colegas mais velhos. Sessões de açoites eram comuns, assim como humilhações públicas. Quem já passou por uma escola sabe bem que esse modelo tem o potencial de incentivar a crueldade dos mais velhos contra os mais novos. Mas o uso da crueldade do grupo não era algo inesperado. "A ideia básica era deixar os meninos duros, resistentes, no melhor de sua forma física. Acima de tudo, eles tinham que ser autossuficientes e capazes de suportar a dor", afirma Cartledge.

      Entre os 12 e os 15 anos, o rapaz passava pelo segundo estágio da agoge. Nessa fase, além dos exercícios tradicionais, havia maior foco no trabalho em grupo, além da maestria no uso das armas. Corridas com cavalos e com bigas também começavam a acontecer. Era definido um mestre, um homem mais velho que acompanhava individualmente os avanços do protegido - tanto militares quanto pessoais. Há discussão acadêmica sobre isso, mas é grande a probabilidade de que a educação entre discípulo e mestre envolvesse relações homoeróticas - traço comum nas cidades-estado gregas.

      É durante o segundo ciclo que os meninos recebiam apenas um pedaço de pano para usar como túnica, a única roupa que podiam vestir durante o ano em uma região em que a temperatura chega aos 40 ºC no verão e -5 ºC no inverno. A restrição de comida também era parte do treinamento. Os jovens soldados recebiam apenas o necessário para sobreviver (inclusive da melas zomos) - quantidade que não chegava nem perto da saciedade. Constantemente com fome, os jovens só tinham uma solução: roubar comida. Para os espartanos, não havia problema algum em furtar alimentos - o problema estava em ser pego.

      Outro caso contado por Plutarco ajuda a ilustrar a fome e a obediência cega dos aprendizes de soldado. O historiador conta que um jovem conseguiu apanhar um pequeno lobo selvagem para comê-lo. Ao ser descoberto, manteve o lobo sob a sua capa enquanto ouvia o sermão do supervisor. "Sem demonstrar dor, o menino ficou ouvindo o sermão enquanto o lobo o atacava embaixo da capa", afirma Maria Aparecida de Oliveira Silva, professora de história antiga na USP e autora do livro Plutarco Historiador: Análise das Biografias Espartanas. De acordo com Plutarco, o jovem suportou o ataque, até que morreu. Mais do que revelar algo factual, ressalta Maria Aparecida, esse tipo de história era fundamental para provar como se comportava um verdadeiro espartano. "Tais episódios eram contados para ilustrar a coragem dos espartanos, bem como a obediência cega aos seus costumes e às suas leis."

      A partir dos 16 anos, começava a fase final da preparação, que ia até os 20. Era nesse momento que o treinamento passava a ser prático. Os hoplitas - guerreiros com grandes escudos redondos, lanças longas sobre o ombro direito e espada embainhada - eram unidos em grupos de até 15 para exercícios de guerra. Cada grupo era chamado de falange. Nas batalhas, as falanges se enfrentavam até que um soldado cedesse e as mortes começassem a acontecer aos borbotões. Além da força física e da resistência, era necessário muita confiança no seu parceiro ao lado - se ele correr ou cair, a lança rival aproveita o espaço e você está morto.

Conheça a história das comunidades judaicas negras da África - Revista Aventuras na História  

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Há quase 30 anos, uma operação do governo israelense deu início à retirada de judeus da Etiópia. Muitos africanos são judeus – e exames de DNA confirmam isso



Em 21 de novembro de 1984, uma operação massiva de transporte humano começava na Etiópia. Envolvendo 28 aviões, mercenários, a CIA e o governo do Sudão, Israel conduzia uma tentativa de retirar todos os judeus da Etiópia.

      Os chamados beta israel são também conhecidos por falashas – termo do idioma etíope ghiz que significa estrangeiro. Pertencem a uma das comunidades de judeus negros espalhadas pelo continente africano. Há também os lembas em Zimbábue e na África do Sul, os igbos, na Nigéria, e os ybir ou yeber, na Somália, além de outras tribos em Moçambique, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Quênia. Eles já eram conhecidos dos judeus europeus desde o século 19, quando missionários britânicos que viajavam pela Etiópia encontraram as primeiras tribos. Em 1947, foram oficialmente reconhecidos pelos rabinos-chefes de Israel, antes mesmo de o país ganhar sua independência. “Muitos nunca haviam saído de seus vilarejos e se espantaram ao ver um judeu branco”, diz Cecília Ben David, professora de cultura judaica da Casa de Cultura de Israel, em São Paulo.

      A Etiópia foi um dos países onde a Guerra Fria foi travada com napalm. Desde 1974, estava em guerra civil, envolvendo o governo revolucionário contra dissidentes e separatistas da Eritreia. Na Operação Moisés (como ficou conhecida, em homenagem ao profeta bíblico), cerca de 8 mil judeus etíopes foram para Israel através do Sudão. No ano seguinte, a Operação Josué retirou mais mil – número pequeno se comparado à Operação Salomão, que levou mais de 14 mil emigrantes para a capital israelense, Tel-Aviv, em 1991, incluindo um Boeing 747 carregando 1 088 pessoas, mais que o dobro de sua capacidade. De 1980 a 1992, cerca de 45 mil judeus etíopes migraram para Israel, que em 2010 já contava com quase 120 mil residentes. Apenas 8 mil deles continua na Etiópia.

      A origem dos judeus negros não está clara e se mistura com a mitologia bíblica. A família real etíope, deposta pelos revolucionários em 1974, dizia-se descendente de Makeda, a rainha de Sabá, com o rei Salomão, de Israel (que na Bíblia aparecem conduzindo relações meramente diplomáticas). Os nobres etíopes se converteram ao cristianismo no século 4 d.C., enquanto os beta israel se diziam remanescentes dessa relação entre realezas.

      Se a origem de algumas tribos é mitológica, a de outras têm comprovação científica. É o caso dos lembas, que tiveram sua origem semita comprovada por DNA numa pesquisa de
2010, liderada por Tudor Parfitt, professor de estudos judaicos modernos da Universidade de Londres, na Inglaterra, e autor do livro As Tribos Perdidas de Israel – A História de um Mito. Segundo o pesquisador, são descendentes dos cohanim, uma família de sacerdotes judeus da tribo israelita de Levi. Pelos estudos, o ancestral comum de ambas as tribos viveu entre 2 600 e 3 100 anos atrás.

      “Eles alegavam ser de uma das tribos perdidas de Israel e traziam um objeto sagrado, semelhante a uma arca, que seus sacerdotes guardavam zelosamente. Com a ajuda de uma
equipe de Oxford, constatei que o objeto era de 1350”, afirmou Parfitt em entrevista publicada no site da SOAS (sigla em inglês para School of Oriental and African Studies ou Escola de Estudos Orientais e Africanos, da mesma universidade para a qual trabalha).

      A arca se referia a um barco do clã buba, que também compartilha dos mesmos ancestrais dos cohanim. Outra pesquisa feita por Parfitt concluiu que grande parte das comunidades judaicas ao redor do mundo vêm do Levante, isto é, do atual território de Israel e vizinhanças. A única exceção são os etíopes, que não teriam raízes israelitas. “Sua forma de judaísmo foi uma das que se desenvolveram no país. Ou seja, os judeus não foram para a Etiópia em tempos antigos, mas o judaísmo sim”, disse.

      Nos Estados Unidos há judeus negros que migraram na 2ª Guerra. Não há registros de tribos no Brasil, mas eles provavelmente foram trazidos para cá durante a escravidão. “Tantos cristãos-novos (judeus convertidos) de Portugal foram parar em alto mar após as perseguições da Inquisição que é provável que muitos tenham chegado aqui, assim como em Guiné, Congo e Angola, onde era menor o alcance inquisitorial”, diz Glasman.

Saiba mais
Livro
The Lost Tribes of Israel - The History of a Myth, Tudor Parfitt, 2003, Phoenix

Fonte: AIRES, Lidiane. Conheça a história das comunidades negras na África. In: Revista Aventuras na História. Disponível em: <http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/conheca-historia-comunidades-judaicas-negras-africa-696519.shtml>. Acesso em 11 set 2012.

Como contar em algarismos romanos  

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Sistema de Numeração Romana
A civilização romana foi sem dúvida a mais importante entre as civilizações antigas. Assim como outros povos, a necessidade de contar seus bens, como ovelhas, plantações, soldados, fez com que os romanos tivessem necessidade de criar seu próprio sistema numérico. Só que os romanos foram muito espertos: ao invés de inventar outros símbolos, os romanos usaram as letras de seu alfabeto para representar os números.
Veja como funciona sistema de numeração romano: as letras que os Romanos utilizavam como numerais são: I=1; V=5; X=10; L=50; C=100; D=500; M=1000.
Repetindo cada símbolo duas ou três vezes o número fica duas ou três vezes maior. Mas atenção! Não pode repetir mais de três vezes. E mais: os símbolos V, L e D não se repetem.
Veja só alguns exemplos: II à 2, XXX à 30, CCC à 300, MM à 2000

 Tem mais...
As letras I, X ou C colocam-se à esquerda de outras de maior valor para representar a diferença entre eles, obedecendo às seguintes regras:
I só se coloca à esquerda de V ou de X;
X só se coloca à esquerda de L ou de C;
C só se coloca à esquerda de D ou de M;
 Se um símbolo for colocado à direita de outro símbolo de menor valor, este último símbolo soma o seu valor ao valor do outro, assim: VI (5+1=6) ou CX (100+10=110).
Se um símbolo for colocado à esquerda de outro símbolo de menor valor, este símbolo diminui o seu valor ao valor do outro, veja só: IV (5-1=4) ou CM (1000-100=900).

Números romanos até hoje
Até hoje usamos números romanos em alguns casos, como por exemplo, em marcadores de relógio e números que marcam capítulos de livros.
Quer lembrar como se escreve alguns números romanos? Muito fácil!!!
-@- JOGUE AGORA -@-
a) Para lembrar dos primeiros números, basta usar os dedos das mãos I II III. 
b) O número 5 lembra um “V” traçado na palma da mão. 
c) Para representar o 10, una os dois punhos com as mãos abertas uma virada para cima , outra para baixo, forma um “X”, não é mesmo 
d) Para formar o número 50, é só usar a mão esquerda deixando o dedo polegar e o indicador retos. 
E, para formar o número 100, é só usar a mão esquerda deixando o dedo polegar e o indicador curvos.

Curiosidade
A numeração romana só utiliza símbolos maiúsculos porque o alfabeto romano não distinguia letras maiúsculas e minúsculas.

Fonte: SMART KIDS. Especial sobre números romanos. disponível em: http://smartkids.com.br/especiais/numeros-romanos.html. Acesso em: 12 out 2011.

Dia dos namorados e o Taj Mahal  

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       Para esse dia do Namorados apresento a maior obra destinada a eternizar o amor por uma mulher: o complexo indiano do Taj Mahal! O complexo do TAJ MAHAL que é uma das 7 maravilhas do mundo moderno, mausoléu foi construído como prova de amor de um príncipe da Índia para uma de suas esposas.

-@- CLIQUE PARA AMPLIAR A IMAGEM -@-



Music Playlist at MixPod.com  

Fonte: NADAI, Mariana. O complexo Taj Mahal. In: Guia do Estudante Abril. Disponível em: <http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/complexo-taj-mahal-672631.shtml>. Acesso em 05 jan 2012.

Qual a relação entre a Páscoa judaica e a cristã? - Revista Superinteressante  

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Para começo de conversa, a palavra Páscoa – Pessach, em hebraico – significa passagem. Para os judeus, ela representa a travessia pelo mar Vermelho, quando o povo liderado por Moisés passou da escravidão do Egito para a liberdade na Terra Prometida. “Para os cristãos, ela tem um sentido mais metafísico. Representa a passagem de Cristo pela morte”, afirma o teólogo Fernando Altmeyer Júnior, da PUC de São Paulo, referindo-se à tradição de que Jesus teria ressuscitado no terceiro dia após a crucificação.
Segundo Altmeyer, a Páscoa cristã recebeu o nome da comemoração judaica porque a Paixão de Cristo aconteceu no início do Pessach – a festa judaica dura sete dias em Israel e oito em outros lugares. A cerimônia conhecida como Última Ceia teria sido um Seder, o tradicional jantar realizado na véspera do início da Páscoa judaica.
Abril de 2004.
Apesar de receberem o mesmo nome, as duas celebrações não ocorrem necessariamente em datas coincidentes. A Páscoa cristã é comemorada no primeiro domingo de lua cheia depois do equinócio de primavera (de outono, no hemisfério sul). Já as comemorações da Páscoa judaica têm início na primeira lua cheia do mesmo equinócio. O início do Pessach e a Páscoa cristã podem cair no mesmo dia, mas isso dificilmente ocorre. Neste ano, por exemplo, os judeus fazem o Seder no dia 5 de abril, uma segunda-feira. Já os cristãos comemoram a ressurreição de Cristo no dia 11 do mesmo mês [no de 2004].

Fonte: RAMOS, Caio. Qual a relação da Páscoa judaica e cristã? In: Revista Superinteressante. Disponível em: <http://super.abril.com.br/religiao/qual-relacao-pascoa-judaica-crista-444446.shtml>. Acesso em: 05 abr 2012.


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