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Qual a origem dos sete pecados capitais? - Revista Mundo Estranho  

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Qual a origem dos sete pecados capitais?





     Os sete pecados capitais são quase tão antigos quanto o cristianismo. Mas eles só foram formalizados no século 6, quando o papa Gregório Magno, tomando por base as Epístolas de São Paulo, definiu como sendo sete os principais vícios de conduta: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça e inveja. Mas a lista só se tornou "oficial" na Igreja Católica no século 13, com a Suma Teológica, documento publicado pelo teólogo são Tomás de Aquino. No documento, ele explica o que os tais sete pecados têm que os outros não têm. O termo "capital" deriva do latim caput, que significa cabeça, líder ou chefe, o que quer dizer que as sete infrações são as "líderes" de todas as outras. E, do ponto de vista teológico, o pecado mais grave é a soberba, afinal é nesta categoria que se enquadra o pecado original: Adão e Eva aceitaram o fruto proibido da árvore do conhecimento, querendo igualar-se a Deus. A Igreja até tentou oferecer soluções para os pecados capitais, criando uma lista de sete virtudes fundamentais - humildade, disciplina, caridade, castidade, paciência, generosidade e temperança -, mas os pecados acabaram ficando mais famosos. Outras religiões, como o judaísmo e o protestantismo, também têm o conceito de pecado em suas doutrinas, mas os sete pecados capitais são exclusivos do catolicismo.

FONTE: MONTOMURA, Marina. Qual a origem dos sete pecados capitais? In: Revista Mundo Estranho. Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-a-origem-dos-sete-pecados-capitais. Acesso em: 26 jul 2013.

As invasões bárbaras na Antiguidade - Revista Aventuras na Histrória  

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História da Antiguidade - as invasões bárbaras


Quase 2 mil anos antes da Idade Média, as civilizações do Mediterrâneo passaram por 4 séculos anos de decadência e obscuridade. A causa: bárbaros vindos de ninguém sabe onde

 



     Séculos antes de se ouvir falar em Grécia e Roma, a civilização florescia no Mediterrâneo. Grandes impérios ocupavam a região, com domínio da escrita, exércitos organizados, estados bem estruturados, cidades fortificadas, luxuosos palácios e uma cultura sofisticada, com conquistas cada vez maiores nas artes, matemática e astronomia. O interior da Anatólia e o norte da Síria eram controlados pelo Império Hitita. No Egito, os faraós do Novo Império começaram a erigir os famosos templos de Luxor, Karnak e Abu Simbel. Onde hoje é a Grécia, havia uma confederação de reinos ricos e cidades fortificadas - a chamada civilização micênica. Mas, por volta de 1200 a.C., uma série de eventos catastróficos mudou para sempre a região. Escavações arqueológicas mostram que os grandes foram destruídos ou abandonados. O Império Hitita entrou em colapso e suas cidades foram destruídas e queimadas.
     Com rotas comerciais abandonadas, o comércio foi reduzido ao mínimo. A região na foz do Nilo foi atacada, bem como o Levante (a região que vai da Palestina até a Síria). O Egito sobreviveu, mas entrou em declínio. Culturas que antes erguiam monumentos e relatavam suas histórias por meio da escrita se tornaram sociedades de pastores e agricultores analfabetos. Não por acaso, o período de caos que se seguiu foi chamado pelos historiadores gregos da Antiguidade como Idade das Trevas. Os pesquisadores contemporâneos preferem chamar de Colapso da Idade do Bronze. O que teria acontecido?

Destruição vinda do mar
     Tudo o que se sabe é baseado em escritos encontrados em tabuletas de argila nas ruínas das cidades da Anatólia e da Síria e em monumentos e papiros do Egito. Diversos povos atacaram pelo norte e ficaram conhecidos como "os povos do mar" - termo que não era usado pelos antigos, mas foi criado em 1881 pelo egiptólogo francês Gaston Maspero. Quem eram esses invasores? "As evidências sobre os povos do mar são poucas, embora haja muitas teorias a seu respeito", afirma o historiador Marcos Davi Duarte da Cunha, do Núcleo de Estudos da Antiguidade da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Uma delas é que invasores do norte ou da Ásia Menor entraram na Anatólia e de lá seguiram para a costa da Síria, pilhando e queimando as cidades do continente e das ilhas até chegar ao Egito. Outros argumentam que eram povos sob jugo dos micênicos, que ganharam espaço para se rebelar após a guerra de Troia.

     As paredes do templo mortuário do faraó Ramsés III em Medinet Habu, perto de Luxor, são as mais antigas ilustrações conhecidas de cenas de batalhas navais contra os povos do mar. De acordo com essas inscrições, e também com os templos de Karnak e de papiros egípcios, alguns dos povos do mar já haviam servido como mercenários no exército de Ramsés II. Ao que parece, constituíam grupos isolados que migraram para a costa do Mediterrâneo, provavelmente como resultado da perda de colheitas e da fome mais ao norte, onde hoje é a Europa. Nos textos mais antigos, não pareciam representar grande ameaça: estavam acompanhados de suas famílias em carros de boi e se instalaram a oeste, perto da fronteira com a Líbia.
     Mas algo aconteceu no quinto ano do reinado do faraó Merneptah, entre 1236-1226 a.C. Esses povos, de cinco denominações diferentes, se aliaram aos líbios para atacar o Egito. Uma pedra de granito encontrada no templo de Merneptah, em Tebas, divide os povos do mar em cinco nações: Sherden, Lukka, Meshwesh, Teresh, Ekwesh e Shekelesh. As tentativas de identificação associam Ekwesh aos aqueus, ao que se sabe, um dos povos que deu origem à civilização grega clássica. Os Teresh tem relação com os tirrênios, supostos antepassados dos etruscos, da península itálica. Lukka seria um povo litorâneo da Anatólia. OS Sherden, possivelmente tem origem na ilha da Sardenha. Shekelesh viriam da Sicília e os Meshwesh, supõe-se, era uma tribo bérbere. Segundo os egípcios, os povos do mar provinham da Europa ou Ásia Menor, vindos tanto da terra como do mar. Tinham diferentes origens, apesar de serem retratados pelos egípcios com as mesmas características. As inscrições de Merneptah terminam com a vitória dos egípcios.[Continue lendo o artigo]

Renúncia do Papa Bento XVI e um passeio panorâmico pelo Vaticano  

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     Do final do mês de fevereiro de 2012 até a Páscoa será frequente as aparições da cidade do Vaticano nos noticiários mundiais por causa da renúncia do Papa Bento XVI de seu cargo religioso, fato que não ocorria desde a Idade Média com o Papa Gregório XII.


     Esse caso não foi o primeiro, outros Papas já haviam realizado a abdicação do pontificado, como relatou o Jornal Correio do Povo:

-@- PASSEIO PANORÂMICO PELO VATICANO -@-
     Além de Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, outros três pontífices renunciaram ao cargo na história: Gregório XII, em 1415; Celestino V, em 1294; e Ponciano, em 235.
     Em 1415, o Papa Gregório XII abdicou do cargo, depois de cinco anos no poder, durante o Cisma do Ocidente, conflitos entre Roma e Pisa, na Itália, e Avignon, na França, sobre a sucessão e o local de residência dos papas – solucionado depois da renúncia, em 1418, com o Concílio de Constança. À época, havia uma disputa entre três autoridades da Igreja que se auto-intitulavam papas. Gregório XII foi um dos Papas eleitos em idade mais avançada, com 90 anos.
     Outro Papa que também renunciou foi Celestino V, em 1294, apenas quatro meses depois de empossado na Basílica de Santa Maria de Collemaggio, na cidade de L'Áquila, na região central da Itália. Por razões políticas e econômicas, Celestino renunciou ao pontificado em favor de Bonifácio VIII, de uma influente família italiana, os Gaetani. No ano de 235, Ponciano foi exilado por um imperador romano e, para que os fiéis não ficassem sem um líder, renunciou ao papado. Foi sucedido por Antero. [...]
(CORREIO DO POVO. Bento XVI é o quarto Papa a renunciar na história. Disponível em: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=488283. Acesso em: 11 fev 2013.)

     Se  você não pode conferir o Conclave e a proclamação do sucessor de Bento XVI de perto, então faça um passeio panorâmico pela cidade do Vaticano.

Encontrada ossada do Rei inglês Ricardo III em estacionamento - Revista Galileu  

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Encontradas sob um estacionamento de Leicester, as ossadas trazem marcas de dez ferimentos



     Pesquisadores da Universidade de Leicester, Inglaterra, confirmaram nesta segunda feira que o esqueleto encontrado em um estacionamento da cidade, ainda em setembro do ano passado, é do Rei Ricardo III. De acordo com a análise, os ossos do rei, morto na Batalha de Bosworth Field em 1485, trazem marcas de dez ferimentos. 

Editora Globo
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     Quando o esqueleto foi encontrado na região, a 67 centímetros abaixo da terra, chamou a atenção a curvatura que possuía na coluna, tal como o rei corcunda da obra de Shakespeare. Os estudos indicaram que o corpo pertencia a um homem com idade no início dos 30 anos. Ricardo III teria 32 anos quando morreu. Contudo, não havia evidência de um braço atrofiado, como diz a história. 

     Após as análises científicas nas ossadas, foram encontradas evidências de vários golpes de guerra, como ferimentos no crânio, madíbula e um corte no tórax e na região pélvica, provavelmente ocasionado pela perfuração de uma arma na parte traseira do corpo. Uma imagem de raio X, obtida por uma tomografia, indica duas lesões que poderiam ter matado Ricardo III, situadas próximas à região em que a coluna vertebral encontra o crânio. Uma delas teria atingido o cerebelo.

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     Para confirmar que o esqueleto pertencia mesmo ao rei, o time de geneticistas da Universidade de Leicester traçou os descendentes do Rei Ricardo e encontrou o carpinteiro Canadense, Michael Ibsen, da 17ª geração da irmã do rei, Anne de York e uma segunda pessoa, que pediu anonimato. Os exames de DNA foram realizados e indicaram compatibilidade.


     Para o teste, foi obtido material genético das mitocôndrias presentes no esqueleto, que são as organelas que realizam a respiração das células, o que foi comparado com o DNA das mitocôndrias de Michel. Segundo os cientistas, o material genético dessas organelas é transmitido pela linhagem materna e permanece praticamente inalterado através de muitas gerações.

Fonte: REVISTA GALILEU. Esqueleto de Ricardo III revela os golpes fatais sofridos pelo rei. Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI330236-17770,00-ESQUELETO+ DE+ RICARDO +III+ REVELA+ OS+ GOLPES+ FATAIS+ SOFRIDOS+PELO+REI.html. Acesso em: 05 fev 2013.

Qual a diferença entre os títulos da nobreza? - Revsta Mundo Estranho  

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Qual a diferença entre os títulos da nobreza?
 
     Os cinco principais títulos de nobreza formam uma escadinha hierárquica que obedece à seguinte ordem, a começar do mais poderoso: duque, marquês, conde, visconde e barão. Na Idade Média, cada um desses fidalgos recebia do rei um pedaço de terra onde eles mandavam e desmandavam, ajudando na administração do reino. "Os nobres tinham autoridade jurídica e militar sobre o território concedido pelo monarca. Entre outras coisas, eles cobravam impostos, cuidavam das fronteiras e recrutavam exércitos para o reino", diz o historiador Celso Silva Fonseca, da Universidade de Brasília. Quanto mais alta a honraria, mais terra o nobre ganhava, e mais poder ele era autorizado a exercer. Os títulos surgiram no século 5, quando a Europa foi retalhada em vários pequenos reinos. Dentro desses impérios, os nobres formavam uma elite de parentes ou súditos que ajudavam o rei na conquista de novas terras. A partir do século 9, os títulos se tornaram hereditários, passando de pai para filho. No Brasil, essas designações da fidalguia aportaram no século 19. No total, 1 211 títulos de nobreza foram distribuídos por aqui. Mas com uma diferença importante: eles não eram transmitidos de pai para filho. Se o herdeiro de um nobre quisesse ter direito à mesma honraria, teria de pagar ao governo. Um título de duque, por exemplo, custava três vezes mais que um de barão. Com a proclamação da República, em 1889, todos os ícones dos tempos de monarquia foram banidos pelos militares, incluindo os títulos de nobreza. Hoje, essas condecorações não valem nada. Mas, na Inglaterra e em outras monarquias européias, ser barão ou conde ainda garante certo prestígio social.

Amigos do rei Na Idade Média, o monarca dava terras e autoridade aos súditos mais poderosos

MARQUÊS
Abaixo do duque na hierarquia da nobreza, o marquês governava os marquesados, áreas do tamanho dos estados atuais. Alguns tomavam conta dos territórios reais localizados em fronteiras, lutando para evitar invasões. A origem do nome deixa clara essa função: em latim, marchensis significa "o que fiscaliza as marcas"

VISCONDE
Era o substituto do conde — em latim, vicecomes significava vice-conde. Esse título de nobreza, assim como o de barão, surgiu bem mais tarde, apenas durante o século 10. Em termos administrativos, os viscondes podiam dirigir pequenos territórios, do tamanho de vilas

DUQUE
Depois do rei, era o nobre mais poderoso, recebendo grandes extensões de terra para administrar. Os primeiros duques vieram do Império Romano, onde os comandantes militares eram agraciados com o nome de dux ("aquele que conduz", em latim). Seguindo a tradição, países como Espanha e Portugal davam o título a seus maiores generais

CONDE
Assessorando o rei num monte assuntos, do recolhimento de impostos aos combates militares, o conde era tão importante no dia-a-dia dos reinos que tinha até um substituto para suas ausências, o visconde. O conde também administrava os condados, área menor que os marquesados. O título vem do latim comes, "aquele que acompanha"

BARÃO
Mais um título criado com o feudalismo já em decadência. A honraria era concedida a súditos fiéis dos reis, geralmente homens ricos. As terras governadas pelos barões eram ainda menores, do tamanho de fazendas ou sítios. Em sua origem germânica, a palavra barão significa "homem livre"

Fonte: REVISTA MUNDO ESTRANHO: Qual a diferença entre os títulos de nobreza? Disponível em: <http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-a-diferenca-entre-os-titulos-da-nobreza>. Acesso em: 09 set 2012.

Transição difícil: Idade Média X Idade Moderna  

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     O período de transição entre a Idade Média e a Idade Moderna não foi apenas uma passagem de ano como estamos acostumados. Esse período de indecisão e confusão de comportamentos e ideias levaram muitas pessoas a agirem de maneira contraditória, lembrando muito uma fase de nossas vidas: a adolescência.

     Por que essa ligação? Porque em alguns momentos nos identificamos com atitudes infantis, mas queremos ser tratados como seres mais maduros e responsáveis, ou melhor, que podemos tomar atitudes incompatíveis com a nossa idade e maturidade. Assim, nossas atitudes são por diversas vezes contraditórias, como ocorreu entre as pessoas daquele período histórico.

     Portanto, não foi fácil aos homens medievais lidarem com tantas transformações ideológicas, culturais, políticas, tecnológicas, econômicas e educacionais. Para repensarmos essa difícil adequação ao novo proporcionado pela Modernidade, assista o vídeo sobre o primeiro contato com uma nova tecnologia.



Como era um feudo na Idade Média  

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Confira o artigo do Jornalista Roberto Navarro da Revista Mundo Estranho sobre o Feudalisno!



     As grandes propriedades rurais da época medieval eram divididas em três categorias de terras. A primeira - que englobava a maior parte do solo cultivável - era o chamado manso senhorial, onde tudo o que se produzia pertencia ao senhor feudal, o dono da fazenda. Os servos trabalhavam em todas as terras, mas só podiam tirar seu sustento dos minúsculos lotes que formavam a segunda categoria de terras, o manso servil. Por fim, os bosques, florestas e pântanos eram coletivos - ou quase isso: os animais maiores só podiam ser caçados pelos senhores. Apesar de costumarmos chamar esse tipo de propriedade de feudo, os especialistas alertam que esse não é o termo mais correto. "A palavra ‘feudo’, utilizada pela primeira vez no século IX, designava qualquer bem dado em troca de alguma outra coisa", diz a historiadora Yone de Carvalho, da PUC de São Paulo. Portanto, na Idade Média, feudos eram todos os bens e tributos trocados entre nobres - incluindo aí as propriedades, que eram mais conhecidas como senhorios. Esse sistema de trocas regulava todas as relações entre os nobres medievais. Por exemplo, um nobre ganhava o título de senhor quando dava um pedaço das suas terras a outro nobre, chamado de vassalo. Esse vassalo, por sua vez, podia cobrar uma espécie de aluguel sobre seu moinho, tornando-se senhor também. Em resumo, o dono de um "feudo" - ou melhor, senhorio - obedecia a seu senhor, mas também tinha seus vassalos. Para facilitar, o "feudo" que retratamos ao lado é o mais simples possível, com apenas um dono e seus servos.

Fazendão medieval: Nobres viviam em castelo, enquanto os servos se espremiam numa vila para até 60 famílias:
- DEUS É FIEL: Embora a casa senhorial geralmente tivesse sua própria capela, uma pequena igreja era construída nas imediações da vila. Uma parte das plantações, conhecida como "acre de Deus", era doada à Igreja pelo senhor feudal. Os servos dedicavam parte do seu tempo cultivando essas terras, além de repassar um décimo dos seus ganhos à paróquia;
- COZINHA EXTERNA: Geralmente, o forno era construído fora do castelo, para evitar incêndios. Era uma instalação grande, de pedra e tijolos, onde enormes espetos de ferro permitiam assar até mesmo um boi inteiro. Ao seu lado podiam existir prensas para produzir vinho, azeite ou farinha. Os servos pagavam uma taxa para usar essas instalações;
- CARROSSEL AGRÍCOLA: As plantações seguiam um sistema de rotação. Os campos aráveis eram divididos em três partes, mas, para não esgotar o solo, apenas duas eram cultivadas ao mesmo tempo. Depois da colheita, outra parte repousava e, assim, mantinha-se o cultivo ao longo do ano inteiro. Os servos passavam mais de metade da semana trabalhando nas terras do senhor ou da Igreja. No resto do tempo, eles cultivavam seus próprios lotes;
- FLORESTA ENCANTADA: Além de fornecer madeira para lenha e construções, o bosque era usado para caçadas. A princípio, essa era uma área comum, embora os animais maiores só pudessem ser abatidos pelo senhor feudal. Aos servos restavam os coelhos e esquilos. A colheita de frutas silvestres, castanhas e mel era livre, mas muitos evitavam entrar nos bosques, temendo o ataque de bruxas e figuras maléficas;
- VIDA EM SOCIEDADE: Localizada perto das lavouras e de uma fonte de água (rio ou lago), a vila reunia de 10 a 60 famílias. Os casebres tinham apenas um cômodo, sem chaminé ou janelas. As paredes eram feitas de barro reforçado com palha e a cobertura, de sapê. Nos arredores, pequenas hortas forneciam frutas e legumes. A fauna contava com galinhas, além de gatos e cães sem dono;
LAR, RICO LAR: Na forma de um castelo ou simplesmente de um casarão de pedra, a residência senhorial abrigava o senhor feudal, sua família, seus empregados e encarregados da administração da propriedade. Em épocas de conflito, também servia de quartel para suas tropas. Os senhores mais abonados tinham várias casas espalhadas ao longo das suas terras — alguns chegavam a ter centenas delas;
- REI DO GADO: Tão importantes quanto as terras aráveis eram as campinas, onde pastavam os rebanhos de gado e ovelhas, além dos animais de carga e arado. Essas áreas podiam ser de uso comum, mas os cavalos e rebanhos do senhor feudal eram tratados pelos servos. Como não se produzia feno, muitos rebanhos eram dizimados durante os inversos mais rigorosos;
- EU BEBO SIM: Lagoas e riachos represados eram as fontes de água do senhorio, mas o medo de contaminação levava muitos a beber um tipo de cerveja da época. Parece justificativa de bêbado, mas não é. Primeiro, porque a cerveja era ruim e tinha baixo teor alcóolico. Segundo, porque era mesmo mais seguro que tomar a água medieval...

Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-era-um-feudo-na-idade-media

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