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O Congo já foi a maior propriedade particular do mundo - Revista Aventuras na História  

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O Congo já foi a maior propriedade particular do mundo


Como os sonhos megalomaníacos de um rei de um pequeno país europeu o transformaram em dono de uma região com mais de 2 milhões de km² no coração da África




Localizado na requintada cidade de Tervuren, a uma curta viagem de trem de Bruxelas, o Museu Real da África Central é uma atração turística recomendada por inúmeras fontes de informação sobre a Bélgica. Nos últimos anos, porém, o palacete construído em 1910 se transformou num ícone do confronto de ideias que marca as tentativas belgas de reexaminar sua participação na chamada colonização africana do século 19. Ao mesmo tempo que uma recente exposição promoveu ciclos de debates e pesquisa com críticas sobre a participação belga na colonização africana, o site do museu é permeado pela versão idealizada de uma empreitada cujos tons de crueldade e insanidade ainda têm reflexos em vários aspectos da vida africana. Contradição expressada, por exemplo, por uma estátua onde há um homem negro aos pés de uma escultura dourada com traços ocidentais.



O ponto focal da polêmica atende pelo nome de Estado Livre do Congo, batismo bonito dado a uma horrorosa empreitada escravagista e genocida promovida entre 1895 e 1908 pelo então rei belga Leopoldo II. Foi por lobby do monarca que em 1876 Bruxelas sediou uma conferência geográfica internacional na qual os anfitriões propuseram o que no papel seria uma expedição multinacional, humanitária e científica para explorar a região da África Central, quase desconhecida. Na prática, Leopoldo II estava lançando os alicerces da apropriação de um latifúndio cuja extensão territorial superou em dezenas de vezes a da Bélgica, passando por cima das populações locais.

O problema é que Leopoldo II era um monarca constitucional. E o governo belga, sensatamente, não quis se envolver com aventuras na África. O rei, então, resolveu o problema de maneira insólita. Se a Bélgica não queria o Congo, ele assumiria a região, como se se tratasse de uma enorme fazenda - em vez de ser colônia de um país, Leopoldo transformou a área em sua propriedade particular. De olho em produtos como o marfim e a borracha, o rei foi aos poucos criando uma rede de patronato e influên-cia que na Conferência de Berlim (1885) teve papel preponderante nas discussões da partilha europeia da África. No ano seguinte, Leopoldo II foi agraciado não apenas com uma imensidão de terras de 2 milhões de km2, mas também com o controle sobre a vida de milhões de pessoas. Tudo isso diante de uma série de compromissos, como lutar contra a escravidão e promover o livre comércio na colônia, incluindo a isenção de impostos sobre produtos importados.
Em menos de dez anos, a realidade já estava marcada por uma enxurrada de decretos que não poderiam violar mais os termos dos acordos firmados em Berlim. Além de confiscar terras e aldeias inteiras de congoleses, o rei fez da escravidão a principal forma de trabalho em seus domínios. Logo Leopoldo II aumentaria a carga de tributos e literalmente se tornaria dono de toda borracha e marfim extraídos no Congo. Suas vontades foram garantidas com a ajuda da Força Pública, um temível corpo de soldados reforçado por mercenários.

Quando não coagia líderes tribais a fornecer escravos para as atividades extrativistas, invariavelmente sequestrando mulheres e crianças como forma de garantir o cumprimento de cotas de produção, a Força Pública tinha carta branca para retaliar casos de desobediências e revoltas. Assassinatos, amputações, estupros e saques eram comuns em casos de cotas não cumpridas. Tentativas de resistência mais veementes eram contidas com violência tão brutal que contribuiu generosamente para um total de mortos estimado por acadêmicos em 8 a 10 milhões de pessoas, ou o equivalente a quase metade da população congolesa de então.

"Como muitas atividades imperialistas, a colonização belga começou como um mero exercício de pirataria. Mas os níveis atingidos pelo terror nas populações locais, a contribuição da burocracia estatal e as estimativas de mortes fazem com que os eventos do Congo sejam comparáveis às atrocidades do Nazismo e à Grande Fome da Ucrânia, arquitetada por Stalin, por exemplo", diz o historiador Tim Stanley, da Universidade de Oxford. [CONTINUE LENDO...]

A diferença entre comunismo e socialismo  

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Qual a diferença entre comunismo e socialismo? Existiu algum país realmente comunista?



      As expressões "comunismo" e "socialismo" recebem significados nem sempre muito precisos. Numa explicação bem resumida, daria para dizer que, segundo a teoria marxista (veja quadro ao lado), o socialismo é uma etapa para se chegar ao comunismo. Este, por sua vez, seria um sistema de organização da sociedade que substituiria o capitalismo, implicando o desaparecimento das classes sociais e do próprio Estado. "No socialismo, a sociedade controlaria a produção e a distribuição dos bens em sistema de igualdade e cooperação. Esse processo culminaria no comunismo, no qual todos os trabalhadores seriam os proprietários de seu trabalho e dos bens de produção", diz a historiadora Cristina Meneguello, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
qual-a-diferenca-entre-comunismo-e-socialismo-existiu-algum-pais-realmente-comunista      Mas essas duas expressões também pode assumir outros significados. "Pode-se entender o socialismo, num sentido mais limitado, significando as correntes de pensamento que se opõem ao comunismo por defenderem a democracia. Em contraposição, o comunismo serviria de modelo para a construção de regimes autoritários", afirma o historiador Alexandre Hecker, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Assis (SP). Os especialistas são quase unânimes em afirmar que nunca houve um país comunista de fato. Alguns estudiosos vão mais longe e questionam até mesmo a existência de nações socialistas. "Os países ditos comunistas, como Cuba e China, são assim chamados por se inspirarem nas idéias marxistas.
      Contudo, para seus críticos de esquerda, esses países sequer poderiam ser chamados de socialistas, por terem Estados fortes, nos quais uma burocracia ligada a um partido único exerce o poder em nome dos trabalhadores", diz o sociólogo Marcelo Ridenti, também da Unicamp. Logo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), formou-se na Europa, sob liderança da União Soviética, um bloco de nações chamadas de comunistas. "Esses países tornaram-se ditaduras, promovendo perseguições contra dissidentes. A sociedade comunista, justa e harmônica, concebida por Marx, não foi alcançada", afirma Cristina.
     Obras revolucionárias Três trabalhos de Karl Marx são a base para entender esses sistemas políticos: O sociólogo, historiador e economista alemão Karl Heinrich Marx (1818-1883) foi o principal pensador do marxismo, movimento filosófico e político nomeado em sua homenagem. Junto com Friedrich Engels (1820-1895), Marx detalhou sua teoria política e previu o colapso do sistema capitalista (baseado na propriedade privada) em três obras principais:
- Manifesto Comunista: Escrito entre 1847 e 1848, esse famoso manifesto defendia a idéia de que a história de todas as sociedades existentes até então era a história da luta entre as diferentes classes sociais
- Esboços da Crítica da Economia Política: Manuscrito preparado por Marx e Engels, entre 1857 e 1858, que discutia questões como a propriedade agrária e o mercado mundial
- O Capital: No primeiro volume, lançado em 1867, Marx e Engels analisavam o modo capitalista de produção. Marx trabalharia até morrer nos dois volumes seguintes, mas eles só seriam publicados por Engels em 1885 e 1894


FONTE: Revista Mundo Estranho. Disponível em:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-a-diferenca-entre-comunismo-e-socialismo-existiu-algum-pais-realmente-comunista. Acesso em: 26 jul 2013.

Lobisomens em Cortes europeias eram piadas  

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Lobisomens na Corte: Família era motivo de chacotas por sofrer de doença rara


Por sofrer de uma doença rara, a família Gonzales viveu entre nobres europeus no século 16 como a atração de um circo de bizarrices



Petrus Gonzales nasceu em 1537, nas ilhas Canárias. O menino era muito, muito peludo - tinha cabelo até na palma das mãos. A notícia logo chegou ao continente: as ilhas Canárias - que ficam no oceano Atlântico, a oeste do Marrocos - receberam esse nome pelo grande número de cães que lá foram encontrados na Antiguidade. Seria Petrus, então, uma espécie de menino-lobo?
 
Aos 10 anos, ele foi morar em Paris. Ninguém sabe ao certo quem deu o garoto "de presente" ao rei Henri II, conhecido por sua atração por coisas e pessoas exóticas. O fato é que sua majestade gostou do menino desde o início e garantiu que ele fosse educado como um membro privilegiado da corte. Petrus teve aulas de latim e boas maneiras, ganhou um emprego, casou-se e teve quatro filhos e três filhas, quase todos peludos como ele.

 
A saga dessa família incomum na Europa renascentista é o tema de The Marvelous Hairy Girls: The Gonzales Sisters and Their Worlds (As Maravilhosas Meninas Peludas: As Irmãs Gonzales e Seus Mundos, sem tradução em português), da historiadora Merry Wiesner-Hanks. "Eu estava fazendo uma pesquisa sobre outro tema quando me deparei com a imagem de Antonietta (uma das filhas de Petrus). Não consegui esquecer aquele rosto peludo e infantil. Decidi, então, investigar a fundo a história da família Gonzales. A pintura que despertou minha curiosidade virou a capa do livro", conta Merry, que é professora de história na Universidade de Wisconsin-Milwaukee (EUA).

 
Em sua pesquisa, a historiadora encontrou citações sobre Petrus, sua mulher e seus filhos em cartas, certidões de batismo, obituários, livros e relatórios médicos e diplomáticos dos séculos 16 e 17.
 
Circo Para Henri II, quanto mais bizarro, melhor. Em turnês que passavam por centenas de cidades e duravam anos, a corte francesa produzia espetáculos com figuras extraordinárias e seus feitos incríveis. Numa dessas viagens, em 1550, uma "vila brasileira" foi reproduzida com papagaios, árvores, macacos, ocas, redes e 50 índios de verdade. Nus, dançaram, cantaram e lançaram flechas de fogo, incendiando as ocas. [CONTINUE LENDO...]

Qual é o maior povo sem país? - Revista Mundo Estranho  

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                  Qual é o maior povo sem país?                            

É o povo curdo, um grupo de cerca de 36 milhões de pessoas que se espalha pelo leste da Turquia, norte da Síria e do Iraque e noroeste do Irã. Até o início do século 20, os curdos pouco se importavam em ter um país, levando uma vida de pastores itinerantes de cabras e ovelhas e tendo como principal elemento de identidade sua organização social, baseada na lealdade aos clãs. Porém, o maior controle das fronteiras nacionais após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) impediu o livre deslocamento de seus rebanhos e forçou a maioria dos curdos a estabelecer-se em aldeias fixas e adotar a agricultura, fazendo surgir o nacionalismo e a luta pela criação de uma nação própria, projeto duramente reprimido pelos governos da Turquia e dos países vizinhos. Mas conseguir o próprio país não é aspiração exclusiva dos curdos. Ela faz parte das reivindicações de vários outros povos - grupos de indivíduos que são originários de uma mesma região, falam o mesmo idioma e têm costumes, hábitos, história, tradições e cultura em comum. Em geral esses povos não possuem hoje o próprio país por serem minorias étnicas na área que habitam, sendo submetidos a poderosas forças políticas ou militares, que representam interesses contrários à sua autonomia.

- Rebeldes sem casa Os seis maiores povos sem nação totalizam 56 milhões de pessoas:

1. Curdos
POPULAÇÃO - 36 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 191 mil km2 (equivalente ao Paraná)
QUEM SÃO - Descendentes de tribos nômades que viviam ha 3 mil anos nas montanhas do que são hoje Turquia, Irã e Iraque. Apesar de ocuparem por séculos a mesma região, nunca tiveram um pais, mantendo-se sob domínio político e militar de outros povos.
SITUAÇÃO ATUAL - Na Turquia, onde vive a maioria do povo curdo, seu idioma é proibido e cerca de 10 mil deles estão presos por motivos políticos. Na década de 1990, milhares de curdos foram mortos por armas químicas lançadas pelo ex-ditador Saddam Hussein no Iraque. Apos a queda dele, a situação do povo no país melhorou.

2. Tibetanos
POPULAÇÃO - 6,2 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 1,2 milhão de km2 (equivale ao Pará)
QUEM SÃO - Descendentes de pastores que vivem na região noroeste do que e hoje à China há 2 200 anos, os tibetanos costumavam viver numa sociedade semifeudal dominada pela classe de sacerdotes budistas. Desde o século 13, o povo sofre a dominação de outros inimigos. Em 1990, o Tibério foi invadido pela China, sendo ocupado e anexado em seguida. Para contrabalançar a demografia da região, o governo de Pequim enviou mais de 6 milhões de chineses para viver no Tibete.
SITUAÇÃO ATUAL - A china continua a reprimir as atividades políticas e religiosas e região, que tem passado por rebeliões esporádicas, sempre duramente combatidas por Pequim. [CONTINUE LENDO...]

Renúncia do Papa Bento XVI e um passeio panorâmico pelo Vaticano  

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     Do final do mês de fevereiro de 2012 até a Páscoa será frequente as aparições da cidade do Vaticano nos noticiários mundiais por causa da renúncia do Papa Bento XVI de seu cargo religioso, fato que não ocorria desde a Idade Média com o Papa Gregório XII.


     Esse caso não foi o primeiro, outros Papas já haviam realizado a abdicação do pontificado, como relatou o Jornal Correio do Povo:

-@- PASSEIO PANORÂMICO PELO VATICANO -@-
     Além de Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, outros três pontífices renunciaram ao cargo na história: Gregório XII, em 1415; Celestino V, em 1294; e Ponciano, em 235.
     Em 1415, o Papa Gregório XII abdicou do cargo, depois de cinco anos no poder, durante o Cisma do Ocidente, conflitos entre Roma e Pisa, na Itália, e Avignon, na França, sobre a sucessão e o local de residência dos papas – solucionado depois da renúncia, em 1418, com o Concílio de Constança. À época, havia uma disputa entre três autoridades da Igreja que se auto-intitulavam papas. Gregório XII foi um dos Papas eleitos em idade mais avançada, com 90 anos.
     Outro Papa que também renunciou foi Celestino V, em 1294, apenas quatro meses depois de empossado na Basílica de Santa Maria de Collemaggio, na cidade de L'Áquila, na região central da Itália. Por razões políticas e econômicas, Celestino renunciou ao pontificado em favor de Bonifácio VIII, de uma influente família italiana, os Gaetani. No ano de 235, Ponciano foi exilado por um imperador romano e, para que os fiéis não ficassem sem um líder, renunciou ao papado. Foi sucedido por Antero. [...]
(CORREIO DO POVO. Bento XVI é o quarto Papa a renunciar na história. Disponível em: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=488283. Acesso em: 11 fev 2013.)

     Se  você não pode conferir o Conclave e a proclamação do sucessor de Bento XVI de perto, então faça um passeio panorâmico pela cidade do Vaticano.

Encontrada ossada do Rei inglês Ricardo III em estacionamento - Revista Galileu  

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Encontradas sob um estacionamento de Leicester, as ossadas trazem marcas de dez ferimentos



     Pesquisadores da Universidade de Leicester, Inglaterra, confirmaram nesta segunda feira que o esqueleto encontrado em um estacionamento da cidade, ainda em setembro do ano passado, é do Rei Ricardo III. De acordo com a análise, os ossos do rei, morto na Batalha de Bosworth Field em 1485, trazem marcas de dez ferimentos. 

Editora Globo
Editora Globo

     Quando o esqueleto foi encontrado na região, a 67 centímetros abaixo da terra, chamou a atenção a curvatura que possuía na coluna, tal como o rei corcunda da obra de Shakespeare. Os estudos indicaram que o corpo pertencia a um homem com idade no início dos 30 anos. Ricardo III teria 32 anos quando morreu. Contudo, não havia evidência de um braço atrofiado, como diz a história. 

     Após as análises científicas nas ossadas, foram encontradas evidências de vários golpes de guerra, como ferimentos no crânio, madíbula e um corte no tórax e na região pélvica, provavelmente ocasionado pela perfuração de uma arma na parte traseira do corpo. Uma imagem de raio X, obtida por uma tomografia, indica duas lesões que poderiam ter matado Ricardo III, situadas próximas à região em que a coluna vertebral encontra o crânio. Uma delas teria atingido o cerebelo.

Editora Globo
     Para confirmar que o esqueleto pertencia mesmo ao rei, o time de geneticistas da Universidade de Leicester traçou os descendentes do Rei Ricardo e encontrou o carpinteiro Canadense, Michael Ibsen, da 17ª geração da irmã do rei, Anne de York e uma segunda pessoa, que pediu anonimato. Os exames de DNA foram realizados e indicaram compatibilidade.


     Para o teste, foi obtido material genético das mitocôndrias presentes no esqueleto, que são as organelas que realizam a respiração das células, o que foi comparado com o DNA das mitocôndrias de Michel. Segundo os cientistas, o material genético dessas organelas é transmitido pela linhagem materna e permanece praticamente inalterado através de muitas gerações.

Fonte: REVISTA GALILEU. Esqueleto de Ricardo III revela os golpes fatais sofridos pelo rei. Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI330236-17770,00-ESQUELETO+ DE+ RICARDO +III+ REVELA+ OS+ GOLPES+ FATAIS+ SOFRIDOS+PELO+REI.html. Acesso em: 05 fev 2013.

Confira os reis maluquinhos da História - Revista Mundo Estranho  

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Quais os dez reis

mais malucos da história?




10. Nabonidus
Quando viveu - Século 6 a.C.
Onde reinou - Babilônia
Nabonidus levou ao fundo do poço a poderosa civilização da Babilônia, que teve seu auge entre os séculos 18 a.C. e 6 a.C. Esquisitão, ele vivia escondido num oásis na Arábia enquanto seu filho administrava o reino. Para horror dos súditos, desprezava o culto a Marduk, o deus mais popular. Em vez disso, construiu um templo para si próprio, onde rolavam cerimônias comandadas por duas sacerdotisas: sua mãe e sua irmã - Freud explica...!
Maior loucura - Trechos dos Pergaminhos do Mar Morto - achados em Israel a partir de 1947 - relatam que Nabonidus achava que era um bode e às vezes saía andando de quatro e comendo grama!

9. Frederico I
Quando viveu - 1657-1713
Onde reinou - Prússia
Frederico I era totalmente obsessivo. Certa vez, resolveu detalhar como os funcionários públicos deveriam se comportar. Resultado: escreveu um calhamaço com 35 capítulos e 297 parágrafos! Acabaram sobrando regras rígidas até para seu filho. Desde os 6 anos, o coitado era acordado às 6 da matina ao som de canhões! Só para acostumar com a guerra!
Maior loucura - Frederico amava a sua guarda imperial, formada só por caras acima de 1,80 m. A França quase declarou guerra à Prússia após Frederico mandar seqüestrar uns franceses altos...

8. Vlad III
Quando viveu - 1431-1476
Onde reinou - Valáquia (na atual Romênia)
Vlad III viveu numa época dura. Nobres revoltosos cegaram os olhos de seu irmão mais velho com ferro quente (ahhh!) e depois o enterraram vivo! Assim, quando subiu ao poder, a primeira coisa que Vlad fez foi se vingar do que havia rolado com sua família. Ele mandou empalar - ou seja, atravessar com uma estaca - boa parte dos nobres, incluindo as crianças!
Maior loucura - Quando, em 1462, os otomanos resolveram invadir o reino de Vlad, deram de cara com um "cartão de boas-vindas": 20 mil soldados empalados pelo caminho! O conquistador otomano Mehmet II quase vomitou e resolveu dar meia-volta.

7. Mustafá I
Quando viveu - 1592-1639
Onde reinou - Império Otomano
Para evitar uma disputa pelo trono enquanto seu irmão governava, Mustafá ficou 14 anos preso numa ala sem janelas do palácio real. Só podia ficar lelé... Quando o irmão morreu, Mustafá assumiu o poder e logo nomeou dois servos como governadores! Prenderam o cara outra vez... Conspiração vai, conspiração vem, decidiram soltar Mustafá de novo. Seis meses depois, ninguém agüentava mais o maluco. Mustafá foi trancafiado pela última vez e morreu 16 anos depois.
Maior loucura - Mustafá se divertia jogando o tesouro real pela janela. Ele adorava ver o povo se matando para pegar as coisas...

6. Nadir Shah
Quando viveu - 1688-1747
Onde reinou - Pérsia (no atual Irã)
General vitorioso, Nadir depôs o rei para assumir o poder. Após se safar de uma tentativa de assassinato, pirou. Suspeitando do filho, cegou o cara na frente da nobreza. Aliás, pensando melhor, decidiu cegar também os nobres que viram a cena! Acabou morto pelos próprios homens, antes que sobrasse pra eles...
Maior loucura - Por onde passava, Nadir torturava e matava para descobrir alguma conspiração. E ainda brincava de "Lego", fazendo torres com as cabeças decepadas!

5. Ivan, o Terrível
Quando viveu - 1530-1584
Onde reinou - Rússia
Desde pequeno, Ivan já mostrava sua natureza "dócil", atirando cães e gatos das muralhas do Kremlin... Quando sua mulher morreu, Ivan achou que ela tinha sido envenenada e passou a matar nobres russos. Seu tesoureiro foi cozido num caldeirão! Depois das crueldades, Ivan batia a cabeça no chão em penitência...
Maior loucura - Um dia, Ivan espancou sua nora porque não gostou das roupas dela. Seu único filho vivo discutiu com o psicopata. Péssima idéia! O velho maluco bateu com um cetro de ferro na cabeça do coitado e o matou!

4. George III
Quando viveu - 1738-1820
Onde reinou - Inglaterra
Aos 50 anos,George III começou a ter violentos delírios. Agitado, suava em bicas e tirava as roupas onde estivesse. Após ir para um hospício, ele até se recuperou, reinando por mais 20 anos antes de ficar doente de novo. Nos últimos momentos de vida, conversou sozinho durante 58 horas até o coma final!
Maior loucura - Certo dia, George se aproximou de uma árvore e lhe deu um vigoroso "aperto de mão". Quando perguntaram se ele estava bem, ele disse: "Não me interrompa! Estou conversando com o rei da Prússia"...

3. Gian de Medici
Quando viveu - 1671-1737
Onde reinou - Florença, na Itália
Desde pequeno Gian era deprimido. Ficava meses na cama. Seu pai piorou as coisas ao lhe arrumar uma mulher feia de doer. Foi acusado de impotente pela mulher, mas o problema era o estímulo... Quando o casamento acabou, Gian voltou para sua amada cama, para onde começou a levar garotinhos. Com o tempo, sua saúde mental se deteriorou. No final, era na sua grande cama que ele fazia tudo: até defecar e vomitar...
Maior loucura - Gian chegou a ter quase 400 pessoas em um "estábulo sexual", na maioria jovens garotos.

2. Carlos VI, o louco
Quando viveu - 1368-1422
Onde reinou - França
Com o apelido de Louco, Carlos manteve a tradição familiar, pois teve antepassados como Clovis II, o Inútil, e Childerico III, o Idiota... Ele tinha acessos de fúria e dores de cabeça terríveis. Aos 24 anos, matou quatro servos durante uma crise. Para curá-lo, médicos furaram o crânio de Carlos para "aliviar a pressão" - o que só despertou nele uma fúria maníaca contra doutores...
Maior loucura - Em 1405, Carlos parou de tomar banho e ainda fazia xixi e "barro" nas roupas... Se alguém chegava perto, gritava que era de vidro e que ia quebrar!

1. Ibrahim, o louco
Quando viveu - 1616-1648
Onde reinou - Império Otomano
Ibrahim levava uma vida de luxos e orgias. Uma vez, curioso com o órgão sexual de uma vaca, fez um molde das "partes" da bichinha. Com ele na mão, rodou o reino até arrumar uma amante com as partes "idênticas". Achou Sechir Para, que pesava 150 quilos! Após afundar o reino em dívidas, foi deposto e enjaulado.
Maior loucura - Uma vez, Sechir Para contou que uma das 280 concubinas do rei havia pulado a cerca, mas não disse quem era ela. Ibrahim mandou pôr as 280 mulheres em sacos cheios de pedras e afogá-las no mar!

Fonte: ONÇA, Fabiano. Quais os dez reis mais malucos? In: Revista Mundo Estranho. Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quais-os-dez-reis-mais-malucos-da-historia?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_mundoestranho&. Acesso em: 19 nov 2012.

D. Pedro II não gostou da aparência da Princesa Teresa Cristina  

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Pedro II do Brasil se casa com a princesa Teresa Cristina Maria de Bourbon

Princesa Teresa Cristina
     
    No dia 4 de setembro de 1843 ocorria, no Rio de Janeiro, a celebração nupcial do casamento entre Pedro II e a princesa Teresa Cristina Maria de Bourbon, cuja mão fora oferecida pelo governo do Reino das Duas Sicílias. Antes de se conhecerem pessoalmente, eles haviam casado por procuração, em Nápoles, em 30 de maio de 1843.
    D. Pedro II só viu pessoalmente a nova Imperatriz do Brasil no desembarque dela ao Rio de Janeiro, em 3 de setembro. Ao vê-la, o Imperador ficou decepcionado já que a mulher não correspondia à pintura que havia sido enviada na época em que a proposta do casamento fora realizada. A Teresa Cristina de verdade era baixa, um pouco acima do peso, coxa e não era bonita. Segundo relatos, o Imperador teria dado às costas a Teresa Cristina e foram necessárias algumas horas para que D. Pedro II fosse convencido de que era necessário seguir em frente com o casamento.
 
Fonte:
SEU HISTORY. Hoje na História: Pedro II do Brasil se casa com a Princesa Teresa Cristina Maria de Bourbon. Disponível em: <http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html?>. Acesso em: 04 set 2012.
 

Como nasce uma lei e a Constituição Nacional  

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     Para acrescentar na qualidade da elaboração das Constituições dos países latinos-americanos do "Projeto América Latina do Nosso Jeito 2012", estou disponibilizando para as Turmas de 7ª Série dois materiais mais esclarecedores sobre a elaboração das leis e o peso social de uma Constituição sobre uma Nação em formação.
  
     Aproveitem os materiais e comentem qualquer dúvida.

COMO NASCE UMA LEI?



Reino Unido ou Grã-Bretanha?  

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INGLATERRA
É um país que tem como capital a cidade de Londres. Ao longo da história, a Inglaterra conseguiu se impor politicamente sobre alguns países vizinhos e passou a controlar um Estado batizado de Reino Unido (veja a seguir). No século XIX, com a Inglaterra à frente, o Império Britânico se tornou um dos maiores da história, com uma extensão territorial equivalente a um quarto do planeta!

GRÃ-BRETANHA
É o nome da grande ilha onde ficam três países: Inglaterra, País de Gales e Escócia. Com quase 230 mil km² de área, ela tem perto de 1000 km de comprimento de norte a sul e pouco menos de 500 km de leste a oeste. O termo "Grã-Bretanha" muitas vezes é usado como sinônimo de "Reino Unido" - o que não é inteiramente correto, pois um dos países que formam o Reino Unido não fica nessa ilha.

BRETANHA
O nome deriva da grande ilha onde fica a Inglaterra, mas, quando alguém menciona apenas "Bretanha", está se referindo não a um território inglês, mas a uma região na França. A província da Bretanha é a maior área costeira francesa e tem como capital a cidade de Rennes. Por volta do século VI, essa região foi invadida por habitantes da atual Grã-Bretanha, os bretões, dando origem ao nome em comum.

REINO UNIDO
É um Estado formado por quatro países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A chefe de Estado é a rainha Elizabeth II e o de governo um primeiro-ministro, eleito por um Parlamento central, em Londres. Nas grandes questões de governo, como política econômica, quem manda é esse Parlamento. Mas Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte também têm assembléias nacionais, com certa autonomia para tratar de questões mais locais, como saúde.

ILHAS BRITÂNICAS
É um arquipélago formado por cerca de 5 mil ilhas. As duas maiores são a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda - onde ficam dois países, a Irlanda do Norte (membro do Reino Unido) e a República da Irlanda, também chamada de Eire (um Estado independente). Além das duas "grandalhonas", fazem parte desse arquipélago milhares de ilhas menores, como as Órcades, Shetland, Hébridas, Man e ilhas do Canal (como Jersey).

FONTE:
CABRAL, Danilo Cezar. Qual é a diferença entre Reino Unido e Grã-Bretanha? In: REVISTA MUNDO ESTRANHO. Disponível em: <http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-e-a-diferenca-entre-reino-unido-e-grabretanha>. Acesso em: 29 jul 2012.

Unificação Italiana e Alemã  

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     Até a metade do séc. XIX os países que conhecemos como Alemanha e Itália não existiam. Isso não quer dizer que não havia alemães e italianos, mas que os países definidos com as fronteiras atuais não havia se constituindo e nem o sentimento de nacionalidade (até porque isso só foi desenvolvido através do processo de unificação da alemã). Os territórios da Alemanha e Itália, a após as invasões napoleônicas e desde o Congresso de Viena em 1815, estavam divididos em vários Estados independentes economicamente e politicamente, mas interligados culturalmente.
     O principal motivo ou pontapé para unir esses Estados em apenas um, estavam relacionados aos ganhos econômicos que isso poderia gerar. Alemães e italianos constituíram o Estado Nacional tardiamente, porque o restante dos países europeus haviam concretizado ainda na Modernidade e não no período Contemporâneo da História. O resultado da fragmentação desses Estados as portas da industrialização e Imperialismo, causava atrasos econômicos e desigualdades sociais de sua populações, e mesmo após a formação desses Estados foi necessário atitudes agressivas na área das políticas econômicas e disputa por colônias (porque o mundo estava praticamente dividido entre Portugal, Inglaterra, França e Espanha).
     Assista o vídeo do projeto Navegantes, de Rodrigo Araújo, sobre a Unificação Italiana e alemã.


O Quebra-cabeças Vermelho da URSS  

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     Após os conflitos pela formação do primeiro Estado Socialista do mundo, os revolucionários socialistas da Rússia fundaram em 1922 a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, ou seja, a URSS. Os Sovietes foram organizações polítcas do Conselho do campesinato, operariado e de soldados que surgiu ainda no governo imperial do Czar Nicolau II, que aos poucos foi sobrepondo-se as Dumas (antiga organização desses Conselhos) firmando-se após a Revolução Russa de 1917.
     A URSS expandiu o seu território iniciando pelos territórios que o antigo Império Russo mantinha influência cultural e econômica, e posteriormente a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) passou a agregar regiões por motivos ideológicos durante o período da Guerra Fria. Assim, o extenso território da URSS envolveu 15 repúblicas, 100 etnias, 80 idiomas e cerca de 22 milhões de KM², desintegrando-se em 1991 e sendo considerado marco limítrofe da Guerra Fria (como afirmam alguns historiadores). Apesar de outros países aderirem ao regime socialista e serem próximas das fronteiras da URSS elas não eram consideradas parte desse Estado socialista, como foi o caso da China, Mongólia e Iugoslávia.
   Com a desintegração da URSS as antigas repúblicas se remodelaram economicamente, politicamente e territorialmente. Com a ajuda da personagem Borat, o segundo melhor repórter do Casaquistão, tente encontrar cada república da URSS e as suas características (Revista SuperInteressante).

Mapas interativos do IBGE  

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O Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia - IBGE, disponibiza o acesso de vários mapas totalmente interativos - o IBGE Mapas Interativos em que você pode selecionar regiões e observar detalhes físicos, sócio-econômicos, fauna, estatísticas, história regional e fotos. É um bom material, raro na língua portuguesa, onde a curiosidade do internauta pode ser testada ao seu máximo.
  
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