Como achar tudo no Google
Posted by Unknown in Dicas Especiais, Estudando, fontes, pesquisando, Reflexão Crítica
A Internet é uma grande fonte de informação que supera qualquer biblioteca. Contudo, como as possibilidades de informações são imensas, diversificadas e é necessário ter muito disciplina e paciência para verificar a veracidade dos dados encontrados, podemos cometer erros grotescos.
Um dos maiores buscadores de dados da internet, utiliza palavras-chaves que encontra em diversos sites e nos apresenta os que mais se assemelham ao que buscamos: um exemplo é buscar informações usando a palavra-chave "fonte"; que resultado teremos? Muitos e de diferentes gêneros.
Para evitar equívocos são necessárias informações mais delimitadoras para obtermos uma pesquisa mais eficaz. Mas como fazer isso? A Revista SuperInteressante nos ajuda nesse infográfico abaixo:![]() |
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Como fazer uma boa pesquisa?
Posted by Unknown in Estudando, fontes, Metodologia, pesquisando, Reflexão Crítica
Quando temos uma dúvida, curiosidade ou incerteza do motivo das coisas serem de tal forma e por que não aconteceram diferente, estamos exercitando a nossa capacidade de obeservar a nossa realidade ou um fato histórico que ocorreu há muito tempo.
Mas apenas se perguntar não basta! Também devemos buscar as respostas ou soluções que satisfaçam o desejo de aprofundar o nosso desejo de compreender essa inquietação.
Para isso, temos as pesquisas como forte ferramenta para desenvolvermos a nossa habilidade de observar, analisar e divulgar as nossas descobertas, desde que tenhamos uma orientação bem clara de como fazê-la da melhor forma possível. Então aproveite essas dicas:
Como devo estudar História
Posted by Unknown in Estudando, fontes, Metodologia, pesquisando, Reflexão Crítica
Chegou o dia daquela Avaliação de História? E agora? Devo decorar as datas, nomes ou todos os textos. Isso seria impossível não é?
Em primeiro lugar nunca podemos deixar para estudar um dia antes da Avaliação. Estudar significa trabalhar um pouco a cada dia a nossa capacidade de raciocinar e não de armazenar informações.
Em segundo, decorar é o contrário de raciocinar. Uma das poucas capacidades humanas que trazem total autonomia ao indivíduo e que ninguém pode proibir.
Dessa forma, ainda resta aquela dúvida cruel: COMO DEVO ESTUDAR???
Dessa forma, ainda resta aquela dúvida cruel: COMO DEVO ESTUDAR???
a - O mais importante é aprender a raciocinar historicamente. Para isso, toda vez que você ler um texto ou ver um filme, por exemplo, deve fazer perguntas indispensáveis: o que esses acontecimentos têm a ver com o mundo atual? Como eles influenciaram a maneira de viver e de pensar das mulheres e dos homens de hoje? Como eles ajudam a explicar o que está acontecendo agora? As coisas não poderiam ter sido diferentes?
b - Todo texto que traga assuntos que tem uma visão alternativa do que estamos trabalhando, chamaremos de TEXTOS COMPLEMENTARES. Geralmente foram escritos por um historiador, pesquisador ou por uma pessoa que está relatando a sua experiência. Incrementa as informações que você já teve. Preste atenção porque ele pode apresentar ideias que não estão no texto normal dos livros. Algumas ideias podem até discordar de algumas coisas que já tenhamos lido. Com isso, você perceberá que o trabalho dos historiadores é feito por meio do confronto de ideias opostas;
c - As REFLEXÕES SOBRE O TEXTO COMPLEMENTAR trazem perguntas que devem ser respondidas sempre de acordo com o que o autor do texto complementar escreveu. Mas também será importante você relacionar essas informações com o que já aprendeu no texto material principal;
d - O texto complementar e as reflexões servem pra várias coisas: acostumar você à linguagem dos historiadores, pesquisadores e agentes históricos; ensinar a ler um texto e interpretá-lo; mostrar que qualquer conhecimento científico precisa de dúvida, do questionamento, da polêmica. Em outras palavras, por intermédio deles você pode construir o seu conhecimento;
e - Afinal, se não é para decorar, o que devemos estudar? É para isso que servem os EXERCÍCIODE REVISÃO. Eles não são aquela coisa aborrecida de final de lição. Na verdade, são um guia para estudo. Para começar, repare que jamais perguntam a respeito de um nome, de uma data, de uma batalha. Decoreba, nem de longe! O que eles mostram são as perguntas que você sempre deve formular para compreender um processo histórico: quais foram as causas? E as consequências? Como as coisas se relacionam? O que foi importante?
f - NAS REFLEXÕES CRÍTICAS após os textos nunca terão as suas respostas em trechos do texto. As respostas devem ser encontradas por você mesmo, com a sua inteligência, seus conhecimentos, sua experiência, na troca de ideias com seus colegas. Ou seja, não existe uma resposta certa, a não ser que você queira ser o “dono da verdade”. Porque não existe uma receita pronta nem um caminho infalível: o conhecimento histórico é constituído pela dúvida, pela crítica e pelo diálogo;
g - As reflexões críticas revelam como o assunto histórico apresentado no capítulo tem muito a ver com a atualidade. E nos deixam a lição principal: jamais aceita alguma coisa apenas porque disseram que era verdade. Procure saber a razão de tudo, recuse o que não for explicado, questione as coisas por diversos lados;
h - O “choque” entre ideias diferentes, o debate, a crítica a que os ouros pensam e ao que nós mesmos pensamos, e a polêmica são fundamentais para a construção do conhecimento;
i - Procure em cada linha, imagem, som e objeto de estudo com o espírito crítico. Se você não gostou de uma explicação, se você discorda de uma conclusão, se pensa diferente do autor, procure discutir isso com seus colegas, professores, amigos e parentes. Não seja escravo da verdade dos outros;
“Ter dúvidas, criticar e querer saber mais
não levam ninguém a se perder!”
(ADAPTAÇÃO DE: SCHMIDT, Mario Furley. Nova História crítica. São Paulo: Nova Geração, 2002. p. 09-14.)
Um livro responde todas as questões?
Posted by Unknown in fontes, Metodologia, pesquisando, Reflexão Crítica
Durante as nossas pesquisas temos uma infinidade de fontes para pesquisarmos como livros, revistas, jornais, documentários e internet. Mas geralmente preferimos nos orientar por apenas uma fonte (“pois é mais fácil!”).
Mas usar apenas uma fonte de pesquisa não pode gerar problemas para a minha análise durante o trabalho?
Este conto chinês pode nos ajudar pensarmos melhor essa questão durante as nossas pesquisas.
Há muitos anos vivia na Índia um rei sábio e muito culto. Já havia lido todos os livros de seu reino. Seus conhecimentos eram numerosos como os grãos de areia do Rio Ganges. Muitos súditos e ministros, para agradar o rei, também se aplicaram aos estudos e às leituras dos velhos livros. Mas viviam disputando entre si quem eram o mais conhecedor, inteligente e sábio. Cada um se arvorava em ser o dono da verdade e menosprezava os demais.
O rei se entristecia com essa rivalidade intelectual. Resolveu, então dar-lhes uma lição. Chamou-os todos para que presenciassem uma cena no palácio. Bem no centro da grande sala do trono estavam alguns belos elefantes. O rei ordenou que os soldados deixassem entrar um grupo de cegos de nascença.
Obedecendo às ordens reais, os soldados conduziam os cegos para os elefantes, e guiando-lhes as mãos, mostraram-lhes os animais. Um dos cegos agarrou a perna de um elefante; o outro segurou a cauda; outro tocou a barriga, outro, as costas; outro apalpou as orelhas; outro, a presa; outro, a tromba.
O rei pediu que cada um examinasse bem, com as mãos, a parte que lhe cabia. Em seguida, mandou-os vir à sua presença e perguntou:
Com que parece o elefante?
Começou a discussão acalorada entre os cegos.
Aquele que agarrou a perna respondeu:
- O elefante é como uma coluna roliça e pesada.
- Errado! – interferiu o cego que segurou a cauda. – O elefante é tal qual uma vassoura de cabo maleável.
- Absurdo! – gritou aquele que tocou a barriga. – É uma parede curva e tem a pele semelhante a um tambor.
- Vocês não perceberam nada – desdenhou o cego que tocou as costas. – O elefante parece-se como uma mesa abaulada e muito alta.
- Nada disso! – resmungou o que tinha apalpado as orelhas. – É como uma bandeira arredondada e muito grossa que não para de tremular.
- Pois eu discordo – falou alto o cego que examinara a presa. – Ele é comprido, grosso e pontiagudo, forte e rígido como s chifres.
- Lamento dizer que todos vocês estão errados – disse com prepotência o que tinha segurado a tromba. - O elefante é como a serpente, mas flutua no ar.
O rei se divertiu com as respostas e, virando-se para seus súditos e ministros disse-lhes:
- Viram? Cada um deles disse a sua verdade. E nenhuma delas responde corretamente a minha pergunta. Mas se juntarmos todas as respostas poderemos conhecer a grande verdade. Assim são vocês: cada um tem a sua parcela de verdade. Se souberem ouvir e compreender o outro e se observarem o mundo de diferentes ângulos, chegarão ao conhecimento e à sabedoria.
(Face-de-espelho. Conto do budismo chinês. IN: DOMINGUES, Joelza Ester. História em documentos: imagem e textos. São Paulo: FTD, 2009. p. 12-13.)
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