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 Existe apenas um Bem, o Saber,
e apenas um Mal, a Ignorância.
(Sócrates, filósofo grego)

 


O Congo já foi a maior propriedade particular do mundo - Revista Aventuras na História  

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O Congo já foi a maior propriedade particular do mundo


Como os sonhos megalomaníacos de um rei de um pequeno país europeu o transformaram em dono de uma região com mais de 2 milhões de km² no coração da África




Localizado na requintada cidade de Tervuren, a uma curta viagem de trem de Bruxelas, o Museu Real da África Central é uma atração turística recomendada por inúmeras fontes de informação sobre a Bélgica. Nos últimos anos, porém, o palacete construído em 1910 se transformou num ícone do confronto de ideias que marca as tentativas belgas de reexaminar sua participação na chamada colonização africana do século 19. Ao mesmo tempo que uma recente exposição promoveu ciclos de debates e pesquisa com críticas sobre a participação belga na colonização africana, o site do museu é permeado pela versão idealizada de uma empreitada cujos tons de crueldade e insanidade ainda têm reflexos em vários aspectos da vida africana. Contradição expressada, por exemplo, por uma estátua onde há um homem negro aos pés de uma escultura dourada com traços ocidentais.



O ponto focal da polêmica atende pelo nome de Estado Livre do Congo, batismo bonito dado a uma horrorosa empreitada escravagista e genocida promovida entre 1895 e 1908 pelo então rei belga Leopoldo II. Foi por lobby do monarca que em 1876 Bruxelas sediou uma conferência geográfica internacional na qual os anfitriões propuseram o que no papel seria uma expedição multinacional, humanitária e científica para explorar a região da África Central, quase desconhecida. Na prática, Leopoldo II estava lançando os alicerces da apropriação de um latifúndio cuja extensão territorial superou em dezenas de vezes a da Bélgica, passando por cima das populações locais.

O problema é que Leopoldo II era um monarca constitucional. E o governo belga, sensatamente, não quis se envolver com aventuras na África. O rei, então, resolveu o problema de maneira insólita. Se a Bélgica não queria o Congo, ele assumiria a região, como se se tratasse de uma enorme fazenda - em vez de ser colônia de um país, Leopoldo transformou a área em sua propriedade particular. De olho em produtos como o marfim e a borracha, o rei foi aos poucos criando uma rede de patronato e influên-cia que na Conferência de Berlim (1885) teve papel preponderante nas discussões da partilha europeia da África. No ano seguinte, Leopoldo II foi agraciado não apenas com uma imensidão de terras de 2 milhões de km2, mas também com o controle sobre a vida de milhões de pessoas. Tudo isso diante de uma série de compromissos, como lutar contra a escravidão e promover o livre comércio na colônia, incluindo a isenção de impostos sobre produtos importados.
Em menos de dez anos, a realidade já estava marcada por uma enxurrada de decretos que não poderiam violar mais os termos dos acordos firmados em Berlim. Além de confiscar terras e aldeias inteiras de congoleses, o rei fez da escravidão a principal forma de trabalho em seus domínios. Logo Leopoldo II aumentaria a carga de tributos e literalmente se tornaria dono de toda borracha e marfim extraídos no Congo. Suas vontades foram garantidas com a ajuda da Força Pública, um temível corpo de soldados reforçado por mercenários.

Quando não coagia líderes tribais a fornecer escravos para as atividades extrativistas, invariavelmente sequestrando mulheres e crianças como forma de garantir o cumprimento de cotas de produção, a Força Pública tinha carta branca para retaliar casos de desobediências e revoltas. Assassinatos, amputações, estupros e saques eram comuns em casos de cotas não cumpridas. Tentativas de resistência mais veementes eram contidas com violência tão brutal que contribuiu generosamente para um total de mortos estimado por acadêmicos em 8 a 10 milhões de pessoas, ou o equivalente a quase metade da população congolesa de então.

"Como muitas atividades imperialistas, a colonização belga começou como um mero exercício de pirataria. Mas os níveis atingidos pelo terror nas populações locais, a contribuição da burocracia estatal e as estimativas de mortes fazem com que os eventos do Congo sejam comparáveis às atrocidades do Nazismo e à Grande Fome da Ucrânia, arquitetada por Stalin, por exemplo", diz o historiador Tim Stanley, da Universidade de Oxford. [CONTINUE LENDO...]

A diferença entre comunismo e socialismo  

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Qual a diferença entre comunismo e socialismo? Existiu algum país realmente comunista?



      As expressões "comunismo" e "socialismo" recebem significados nem sempre muito precisos. Numa explicação bem resumida, daria para dizer que, segundo a teoria marxista (veja quadro ao lado), o socialismo é uma etapa para se chegar ao comunismo. Este, por sua vez, seria um sistema de organização da sociedade que substituiria o capitalismo, implicando o desaparecimento das classes sociais e do próprio Estado. "No socialismo, a sociedade controlaria a produção e a distribuição dos bens em sistema de igualdade e cooperação. Esse processo culminaria no comunismo, no qual todos os trabalhadores seriam os proprietários de seu trabalho e dos bens de produção", diz a historiadora Cristina Meneguello, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
qual-a-diferenca-entre-comunismo-e-socialismo-existiu-algum-pais-realmente-comunista      Mas essas duas expressões também pode assumir outros significados. "Pode-se entender o socialismo, num sentido mais limitado, significando as correntes de pensamento que se opõem ao comunismo por defenderem a democracia. Em contraposição, o comunismo serviria de modelo para a construção de regimes autoritários", afirma o historiador Alexandre Hecker, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Assis (SP). Os especialistas são quase unânimes em afirmar que nunca houve um país comunista de fato. Alguns estudiosos vão mais longe e questionam até mesmo a existência de nações socialistas. "Os países ditos comunistas, como Cuba e China, são assim chamados por se inspirarem nas idéias marxistas.
      Contudo, para seus críticos de esquerda, esses países sequer poderiam ser chamados de socialistas, por terem Estados fortes, nos quais uma burocracia ligada a um partido único exerce o poder em nome dos trabalhadores", diz o sociólogo Marcelo Ridenti, também da Unicamp. Logo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), formou-se na Europa, sob liderança da União Soviética, um bloco de nações chamadas de comunistas. "Esses países tornaram-se ditaduras, promovendo perseguições contra dissidentes. A sociedade comunista, justa e harmônica, concebida por Marx, não foi alcançada", afirma Cristina.
     Obras revolucionárias Três trabalhos de Karl Marx são a base para entender esses sistemas políticos: O sociólogo, historiador e economista alemão Karl Heinrich Marx (1818-1883) foi o principal pensador do marxismo, movimento filosófico e político nomeado em sua homenagem. Junto com Friedrich Engels (1820-1895), Marx detalhou sua teoria política e previu o colapso do sistema capitalista (baseado na propriedade privada) em três obras principais:
- Manifesto Comunista: Escrito entre 1847 e 1848, esse famoso manifesto defendia a idéia de que a história de todas as sociedades existentes até então era a história da luta entre as diferentes classes sociais
- Esboços da Crítica da Economia Política: Manuscrito preparado por Marx e Engels, entre 1857 e 1858, que discutia questões como a propriedade agrária e o mercado mundial
- O Capital: No primeiro volume, lançado em 1867, Marx e Engels analisavam o modo capitalista de produção. Marx trabalharia até morrer nos dois volumes seguintes, mas eles só seriam publicados por Engels em 1885 e 1894


FONTE: Revista Mundo Estranho. Disponível em:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-a-diferenca-entre-comunismo-e-socialismo-existiu-algum-pais-realmente-comunista. Acesso em: 26 jul 2013.

A publicidade e a clientela infantil - Infográfico  

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     Esse é um Infográfico sobre uma reportagem da Revista Galileu sobre as orientações da publicidade sobre a clientela infantil. Vale pena conferir e reavaliar muita propaganda de nossa infância.




Qual a origem dos sete pecados capitais? - Revista Mundo Estranho  

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Qual a origem dos sete pecados capitais?





     Os sete pecados capitais são quase tão antigos quanto o cristianismo. Mas eles só foram formalizados no século 6, quando o papa Gregório Magno, tomando por base as Epístolas de São Paulo, definiu como sendo sete os principais vícios de conduta: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça e inveja. Mas a lista só se tornou "oficial" na Igreja Católica no século 13, com a Suma Teológica, documento publicado pelo teólogo são Tomás de Aquino. No documento, ele explica o que os tais sete pecados têm que os outros não têm. O termo "capital" deriva do latim caput, que significa cabeça, líder ou chefe, o que quer dizer que as sete infrações são as "líderes" de todas as outras. E, do ponto de vista teológico, o pecado mais grave é a soberba, afinal é nesta categoria que se enquadra o pecado original: Adão e Eva aceitaram o fruto proibido da árvore do conhecimento, querendo igualar-se a Deus. A Igreja até tentou oferecer soluções para os pecados capitais, criando uma lista de sete virtudes fundamentais - humildade, disciplina, caridade, castidade, paciência, generosidade e temperança -, mas os pecados acabaram ficando mais famosos. Outras religiões, como o judaísmo e o protestantismo, também têm o conceito de pecado em suas doutrinas, mas os sete pecados capitais são exclusivos do catolicismo.

FONTE: MONTOMURA, Marina. Qual a origem dos sete pecados capitais? In: Revista Mundo Estranho. Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-a-origem-dos-sete-pecados-capitais. Acesso em: 26 jul 2013.

O que foi a Revolução Russa? - Revista Mundo Estranho  

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O que foi a Revolução Russa?


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     Foi uma série de conflitos, iniciados em 1917, que derrubou o império russo e levou ao poder o Partido Bolchevique, de Vladimir Lênin. Recém-industrializada e sofrendo com a 1ª Guerra Mundial, a Rússia tinha uma grande massa de operários e camponeses trabalhando muito e ganhando pouco. Além disso, o governo absolutista do czar Nicolau II desagradava o povo, que queria uma liderança menos opressiva e mais democrática. A soma dos fatores levou a manifestações populares que fizeram o monarca renunciar e, no fim do processo, deram origem à União Soviética.

1. Operários da então capital, Petrograd (atual São Petersburgo), começam uma série de greves, que evoluem para passeatas e manifestos, conhecida como Revolução de Fevereiro. Ao voltar de viagem, o czar não tem saída a não ser renunciar, em 15 de março. O parlamento cria um governo provisório

2. Os problemas permanecem
e o povo começa a apoiar o Partido Bolchevique, cuja base é formada por soldados e trabalhadores. O apoio aumenta com o fim do exílio do líder do partido, Vladimir Lênin. Após um protesto em junho, Trotsky (outro bolchevique importante) é preso. Com medo, Lênin foge para a Finlândia.

3. Lênin retorna em outubro, ainda em meio a protestos, e os bolcheviques decidem que “um levante armado é inevitável” e chegam a Petrograd no início de novembro. A tomada do Palácio de Inverno, sede do governo provisório, é pacífica e os bolcheviques passam a governar, com Lênin à frente.

4. Outros opositores do governo provisorio (imperalistas, liberais, etc.) formam o Exército Branco e confrontam o Exército Vermelho, dos bolcheviques, na Guerra Civil Russa, que dura até 1921. As consequências desse conflito (vencido pelo Exército Vermelho) e os efeitos da 1ª Guerra Mundial deixam o país devastado.

5. Em 1922, é fundada a
União Soviética, junção de 15 repúblicas (que hoje correspondem a 15 países), com governo e economia centralizados na Rússia. Lênin morre em 1924 e é sucedido por Joseph Stálin. O novo líder retoma o crescimento e comanda o país,
com sucesso, durante a 2ª Guerra Mundial.

Fontes: BBC, Marxists.org e Enciclopédia Britannica
BIANCHIN, Victor. http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-foi-a-revolucao-russa

Quem inventou o aperto de mão? - Revista Aventuras na História  

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Quem inventou o aperto de mão?

Aperto de mão é um antigo gesto ritualístico ainda em voga



     Hieróglifos egípcios são as mais antigas inscrições que registram o aperto de mão. Era representado como a maneira que um Deus concedia seu poder ao faraó, sua representação na Terra. Os hieróglifos significam o verbo "dar". Apertar a mão direita de outra pessoa é um ritual contemporâneo. Como é praticado o tempo todo, de certa forma perdeu o sentido de união entre duas pessoas por um propósito comum. Mas ainda significa respeito, consideração e amizade.
     Na Grécia antiga, por volta do século 5 a.C., era tradição, pouco antes dos Jogos Olímpicos, um emissário percorrer as cidades anunciando a ekcheiria (o "aperto de mão"), ou trégua, um momento sagrado em que mesmo os que estivessem em guerra deveriam guardar as armas para competir pacificamente no esporte. E as guerras de fato eram interrompidas. No Império Romano, tornou-se tão popular o hábito de esconder um punhal na manga que se desenvolveu uma saudação precavida, na qual as mãos apertavam o pulso do outro. Tornou-se a saudação-padrão do Império.
     Apertos de mão codificados são uma maneira de reconhecer outro integrante de uma sociedade secreta. Ao estender a mão, os maçons, por exemplo, tocam o pulso do companheiro com o indicador. "No mundo moderno, a saudação por aperto de mãos tornou-se universal pelo domínio da cultura do Ocidente", diz o antropólogo da Unicamp Pedro Paulo Funari. A mais comum das saudações do Oriente consiste em curvar-se ao cumprimentado. Ainda hoje, entre radicais islâmicos, é proibido o aperto de mãos entre homens e mulheres que não têm parentesco sanguíneo, sob a punição de flagelação em praça pública.
     Tratados importantes foram selados com a saudação, como o acordo de paz entre o primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin e o líder palestino Yasser Arafat, em 1993, sob o olhar do presidente americano Bill Clinton, em Camp David. E criou situações inusitadas e constrangedoras, como o caloroso aperto de mão que o venezuelano Hugo Chávez deu em Barack Obama em 2009.

FONTE: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/quem-inventou-aperto-mao-741922.shtml

Qual é a origem dos Deuses? - Revista Aventuras na História  

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Conheça a origem de Deus


Mais da metade dos seres humanos do planeta acredita num mesmo deus único, o Deus com maiúscula dos cristãos, judeus e islâmicos. Mas esse deus tem uma origem e uma história

 


Shemá Israel. Adonai Eloheinu, Adonai Echad
("Ouve, Israel. O Senhor é nosso Deus. O Senhor é um.")


     Assim começa o Shemá, a reza mais importante do judaísmo. Ao repeti-la duas vezes ao dia, os judeus professam sua fé exclusiva em Yahweh, deus único, onipotente, onisciente. Esse é o deus mais popular do mundo: entre cristãos, judeus e islâmicos, 3,6 bilhões de pessoas professam uma das versões do culto a Yahweh, mais de metade de todos os seres humanos. Qual é a origem desse Deus com maiúscula, que dominou meio mundo? E de onde surgiu essa ideia que há apenas um deus, ao contrário do que quase todos os povos acreditaram durante a História?
     Segundo a Bíblia (e o Alcorão), é simples: Deus existe, e só ele. Yahweh reinou desde sempre, tendo contato direto com os primeiros homens, de Adão até Noé, quando o Dilúvio matou toda a humanidade menos sua família. Depois de Noé, seus filhos se dividiram para repovoar o mundo e os povos passaram a cultuar outros deuses, erroneamente. Há cerca de 4 mil anos, Deus se revelou a Abrão, um sumério da cidade de Ur (no atual Iraque), que mudou o nome para Abraão. Após milênios de desventuras, incluindo um período de escravidão no Egito, que termina com as sete pragas de Moisés contra os egípcios, os descendentes de Abraão conquistaram um pedaço de Canaã e fizeram dele sua pátria. Desde Abraão até hoje, os hebreus seguem o mesmo deus.

Fenícios e hebreus
     Canaã era um território que correspondia às terras de Israel, Palestina, Líbano, Jordânia e Síria. Os cananeus se dividiam em pequenos reinos, como Moab, Amon e Edom, e cidades-estado, como Tiro, Sidon e Biblos - os habitantes dessas últimas ganharam dos gregos o apelido de "fenícios" e fundaram um império. Cananeus falavam línguas semíticas muito próximas, usavam o mesmo alfabeto e cultuavam mais ou menos os mesmos deuses. Cercados por todos os lados de pagãos cananeus, falando quase a mesma língua e usando o mesmo alfabeto, mesmas roupas e mesmos utensílios, viviam os hebreus, no Reino de Israel - que, no entanto, não se consideravam cananeus. Ou ao menos não se consideravam na época em que a Tanakh (o Velho Testamento) foi escrita, entre os séculos 6 e 5 a.C., contando sua origem estrangeira.
     Essa migração não foi confirmada pela arqueologia. Não há evidências de uma grande colonização estrangeira na região. Não há menção egípcia ao cativeiro dos hebreus. As campanhas militares do final da Era do Bronze tinham outros protagonistas: os egípcios, que tratavam a região como seu quintal, e os povos do mar (veja mais na página 48), que a invadiram pelo norte. Em 1400 a.C., quando Josué teria conquistado Jericó, a cidade estava deserta havia 150 anos.
     Em outras palavras, os hebreus não eram inimigos dos cananeus. Eles eram cananeus. "O crescente consenso entre os arqueólogos é que, no início, a maioria dos israelitas era cananeu", diz Robert Gnuse, professor de Velho Testamento na Universidade de Loyola, EUA. "Aos poucos, as pessoas que desenvolveram uma identidade israelita tenderam a viver no alto das colinas de Canaã. Já as que mantiveram a identidade canaanita habitavam as planícies." [CONTINUE LENDO ESSE ARTIGO]

As invasões bárbaras na Antiguidade - Revista Aventuras na Histrória  

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História da Antiguidade - as invasões bárbaras


Quase 2 mil anos antes da Idade Média, as civilizações do Mediterrâneo passaram por 4 séculos anos de decadência e obscuridade. A causa: bárbaros vindos de ninguém sabe onde

 



     Séculos antes de se ouvir falar em Grécia e Roma, a civilização florescia no Mediterrâneo. Grandes impérios ocupavam a região, com domínio da escrita, exércitos organizados, estados bem estruturados, cidades fortificadas, luxuosos palácios e uma cultura sofisticada, com conquistas cada vez maiores nas artes, matemática e astronomia. O interior da Anatólia e o norte da Síria eram controlados pelo Império Hitita. No Egito, os faraós do Novo Império começaram a erigir os famosos templos de Luxor, Karnak e Abu Simbel. Onde hoje é a Grécia, havia uma confederação de reinos ricos e cidades fortificadas - a chamada civilização micênica. Mas, por volta de 1200 a.C., uma série de eventos catastróficos mudou para sempre a região. Escavações arqueológicas mostram que os grandes foram destruídos ou abandonados. O Império Hitita entrou em colapso e suas cidades foram destruídas e queimadas.
     Com rotas comerciais abandonadas, o comércio foi reduzido ao mínimo. A região na foz do Nilo foi atacada, bem como o Levante (a região que vai da Palestina até a Síria). O Egito sobreviveu, mas entrou em declínio. Culturas que antes erguiam monumentos e relatavam suas histórias por meio da escrita se tornaram sociedades de pastores e agricultores analfabetos. Não por acaso, o período de caos que se seguiu foi chamado pelos historiadores gregos da Antiguidade como Idade das Trevas. Os pesquisadores contemporâneos preferem chamar de Colapso da Idade do Bronze. O que teria acontecido?

Destruição vinda do mar
     Tudo o que se sabe é baseado em escritos encontrados em tabuletas de argila nas ruínas das cidades da Anatólia e da Síria e em monumentos e papiros do Egito. Diversos povos atacaram pelo norte e ficaram conhecidos como "os povos do mar" - termo que não era usado pelos antigos, mas foi criado em 1881 pelo egiptólogo francês Gaston Maspero. Quem eram esses invasores? "As evidências sobre os povos do mar são poucas, embora haja muitas teorias a seu respeito", afirma o historiador Marcos Davi Duarte da Cunha, do Núcleo de Estudos da Antiguidade da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Uma delas é que invasores do norte ou da Ásia Menor entraram na Anatólia e de lá seguiram para a costa da Síria, pilhando e queimando as cidades do continente e das ilhas até chegar ao Egito. Outros argumentam que eram povos sob jugo dos micênicos, que ganharam espaço para se rebelar após a guerra de Troia.

     As paredes do templo mortuário do faraó Ramsés III em Medinet Habu, perto de Luxor, são as mais antigas ilustrações conhecidas de cenas de batalhas navais contra os povos do mar. De acordo com essas inscrições, e também com os templos de Karnak e de papiros egípcios, alguns dos povos do mar já haviam servido como mercenários no exército de Ramsés II. Ao que parece, constituíam grupos isolados que migraram para a costa do Mediterrâneo, provavelmente como resultado da perda de colheitas e da fome mais ao norte, onde hoje é a Europa. Nos textos mais antigos, não pareciam representar grande ameaça: estavam acompanhados de suas famílias em carros de boi e se instalaram a oeste, perto da fronteira com a Líbia.
     Mas algo aconteceu no quinto ano do reinado do faraó Merneptah, entre 1236-1226 a.C. Esses povos, de cinco denominações diferentes, se aliaram aos líbios para atacar o Egito. Uma pedra de granito encontrada no templo de Merneptah, em Tebas, divide os povos do mar em cinco nações: Sherden, Lukka, Meshwesh, Teresh, Ekwesh e Shekelesh. As tentativas de identificação associam Ekwesh aos aqueus, ao que se sabe, um dos povos que deu origem à civilização grega clássica. Os Teresh tem relação com os tirrênios, supostos antepassados dos etruscos, da península itálica. Lukka seria um povo litorâneo da Anatólia. OS Sherden, possivelmente tem origem na ilha da Sardenha. Shekelesh viriam da Sicília e os Meshwesh, supõe-se, era uma tribo bérbere. Segundo os egípcios, os povos do mar provinham da Europa ou Ásia Menor, vindos tanto da terra como do mar. Tinham diferentes origens, apesar de serem retratados pelos egípcios com as mesmas características. As inscrições de Merneptah terminam com a vitória dos egípcios.[Continue lendo o artigo]

Entrevista de Ryan Holiday, o homem que manipula a mídia estadunidense - Revista Galileu  

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Ryan Holiday, o homem que manipula a mídia dos EUA

Seu livro “Acredite, Estou Mentindo – Confissões De Um Manipulador” acaba de chegar ao Brasil. Para ele, o único jeito da mídia parar de ser manipulada é que as pessoas se importem menos com a velocidade das notícias, por João Mello

     Uma versão antiga desse artigo continha citações de Ryan Holiday. Sr. Holiday, que escreveu um livro sobre manipulação da mídia, posteriormente admitiu que mentiu para o repórter e vários outros jornalistas. Ele diz que não possui uma vitrola”.

      É assim, com esse pedido de desculpas embaraçoso, que o site do New York Times sucumbiu a Ryan Holiday. A reportagem era sobre discos de vinil e Ryan aparecia como um colecionador. A farsa faz parte de seu experimento empírico para provar a fragilidade e incompetência dos veículos de informação e mostra bem como ele operava – podia ser um blog pequeno, podia ser o jornal mais tradicional dos EUA, o lance era mostrar como os repórteres, quase sempre por preguiça ou pressa, se deixavam levar sempre pela mesma equação: notícia que vai gerar mais cliques no período de tempo mais breve possível. Assim como fez com o NYT, ele também trollou o site da rede de televisão CBS ao inventar uma história que foi publicada na matéria “5 casos vergonhosas de escritório que vão te deixar boquiaberto”. Quando o site do MSN estava escrevendo um artigo sobre “a etiqueta do resfriado”, eles não tinham tempo hábil para checar se a história contada por aquele tal de Ryan Holiday (ele nunca se importou em dizer o nome verdadeiro) sobre um colega de trabalho do Burger King ter espirrado em cima dele durante o expediente era verdade - e lá está o pedido de desculpa até hoje.
Editora Globo 
      Evidente que essa pressa/preguiça dos repórteres é apenas um reflexo de um sistema muito maior, que envolve publicidade, ganância e a busca desenfreada pelo furo – tudo isso, claro, também não está isolado e é fruto de uma sociedade hipersônica que venera a velocidade antes, muito antes da qualidade. E é esse panorama maior que interessa a Ryan. Seu livro “Acredite, Estou Mentindo – Confissões De Um Manipulador” já está à venda no Brasil e a GALILEU conversou com ele para discutir um tema manjado (não é novidade pra ninguém que é preciso ter um pé atrás com tudo que se lê por aí, inclusive isso aqui) de um ponto de vista bem pouco manjado (pouca gente tem acesso a esses bastidores).

       Ryan tem 25 anos, estudou Ciência Política na faculdade e hoje ganha muito dinheiro como marqueteiro. Na entrevista feita por email, ele mostra o que o faz ser um mestre da manipulação: toda pergunta que pedia um exemplo prático de mentiras que ele plantou na grande mídia foi deixada em branco. Nada como uma platéia curiosa para atrair mais público - ou vender mais livros.  [LEIA A ENTREVISTA COMPLETA]

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